O Ibovespa iniciou esta terça-feira em busca de recuperação após a forte queda registrada na primeira sessão seguinte ao segundo turno presidencial. Às 10h10, no horário de Brasília, o principal índice da Bolsa brasileira avançava 0,32%, aos 177.141,43 pontos, conforme a referência informada para a abertura.
O dólar comercial também dava sinais de acomodação, negociado próximo de R$ 5,34, com queda de aproximadamente 0,72% nos primeiros negócios. Os investidores seguem atentos às perspectivas para as contas públicas e à composição da equipe econômica a partir de 2027.
Repercussão da queda histórica e política fiscal no radar
Na segunda-feira, o Ibovespa caiu 13,88% e fechou aos 176.608 pontos, em sua maior desvalorização diária desde março de 2020. Durante a sessão, a queda acionou o circuit breaker, mecanismo que interrompe temporariamente as negociações em momentos de forte recuo.
A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva levou investidores a rever posições diante das expectativas para o controle dos gastos públicos, a trajetória da dívida e os juros. Na manhã desta terça, o contrato futuro do Ibovespa com vencimento em dezembro subia 0,82% na referência das 10h10, enquanto o índice à vista apresentava uma reação mais moderada.
Comportamento do câmbio e reflexos no setor produtivo
A moeda americana perdeu parte da força no início dos negócios, depois de registrar forte valorização na segunda-feira. Segundo a Folha de S.Paulo, o dólar fechou a sessão anterior em R$ 5,409, com alta de 8,41%.
O câmbio permanece no radar do agronegócio por influenciar as receitas das exportações e o custo de insumos importados, como fertilizantes e defensivos. O efeito sobre cada negócio também depende dos preços internacionais, dos contratos e do momento das operações, mantendo o setor em constante monitoramento das flutuações financeiras.
Desempenho divergente das bolsas na Ásia e cenário internacional
No exterior, as bolsas asiáticas encerraram o pregão sem direção única, com China e Hong Kong registrando recuos, enquanto Japão e Coreia do Sul avançaram. As bolsas chinesas perderam os ganhos do início do pregão e encerraram a terça-feira em queda, pressionadas pelas ações de tecnologia e por sinais de desaceleração dos lucros industriais.
Na contramão, o Nikkei subiu 1,73% no Japão e o Kospi avançou 3,09% na Coreia do Sul, impulsionados por empresas ligadas à produção de semicondutores. Na Europa, os índices abriram em baixa e depois mostraram recuperação moderada, acompanhando notícias diplomáticas e a expectativa pelas decisões globais de juros.

