Jornalista Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha, morre aos 70 anos em Porto Alegre

Jornalista Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha, morre aos 70 anos em Porto Alegre

Rio Grande do Sul

O jornalismo esportivo gaúcho perdeu um grande personagem com o falecimento de Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha, que morreu aos 70 anos, em Porto Alegre. Comentarista da Rádio Gaúcha, ele ficou amplamente marcado pela versatilidade, carisma e frases de efeito durante sua trajetória profissional. O jornalista estava internado no Instituto de Cardiologia na capital gaúcha quando ocorreu o óbito.

Suas tiradas preencheram as ondas do rádio nos últimos 27 anos e as redações por quase cinco décadas. As sentenças certeiras saíam com tamanha facilidade que faziam parecer que ele havia nascido para o rádio. Filho da funcionária pública Ieda e do rádio-ator e comunicador Adroaldo Guerra, conhecido como Vovô Guerra, ele cresceu respirando o ambiente da comunicação e das redações desde a infância.

A paixão pelo turfe e o início no jornalismo

Do pai, Guerrinha herdou sobretudo o gosto pelo turfe, o que marcou o início de sua carreira profissional. O interesse pelo jornalismo veio atrelado à atração pelo mundo das corridas de cavalo. Estudante de Jornalismo na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), publicou suas primeiras palavras no Jornal Hoje, veículo criado pelo Grupo RBS nos anos 1970.

Logo em seguida, passou a acompanhar o cotidiano do Jockey Club para a Folha da Manhã e, posteriormente, para o Correio do Povo, publicações da extinta Caldas Júnior. À época, as provas ganhavam destaque diário, alinhando-se também com as preferências de Breno Caldas, dono da empresa jornalística.

A trajetória e consolidação no Grupo RBS

O retorno definitivo ao Grupo RBS ocorreu em 1983, a convite de Emmanuel Mattos, para escrever sobre assuntos hípicos em Zero Hora. Embora reconhecesse o próprio conhecimento sobre o prado, ele costumava brincar que ganhou espaço porque poucos queriam cobrir o tema.

  • Atuação por quase cinco décadas nas redações gaúchas
  • Cobertura marcante do turfe nas décadas iniciais
  • Transição para a cobertura do futebol e do Internacional em 1993
  • Presença longeva como comentarista na Rádio Gaúcha

Com a diminuição gradual do espaço dedicado ao turfe, a cobertura foi abandonada em 1993, abrindo caminho para que Guerrinha passasse a cobrir o dia a dia do Sport Club Internacional em Zero Hora. O jornalista deixa a esposa, Kátia, as filhas Michelle e Karine, além de três netos.