A criança de 10 anos que sofreu uma queda grave de um prédio localizado em Santa Maria, na Região Central do estado, recebeu alta médica e já se encontra sob os cuidados do pai. O acidente ocorreu no último dia 21, quando o garoto brincava no terraço da edificação e o telhado acabou cedendo sob o seu peso, mobilizando equipes de resgate e gerando forte repercussão na comunidade local.
Segundo as informações divulgadas pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul, o menino deixou a unidade hospitalar na segunda-feira (26) e foi levado para a cidade de Garibaldi, na Serra Gaúcha, onde passará a residir com o pai. A apuração do caso está sob a responsabilidade da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), que busca esclarecer todas as circunstâncias que envolveram o acidente doméstico e a posterior atuação das autoridades policiais no local.
Investigação policial e o socorro à criança
Conforme o registro policial, o atendimento inicial foi marcado por impasses no acesso ao imóvel. No dia do ocorrido, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) compareceu ao endereço, mas não conseguiu entrar no apartamento, sendo necessário acionar a Brigada Militar para intervir na situação.
Os agentes relataram que havia indícios de pessoas no interior da residência, mas a porta não foi aberta voluntariamente, o que obrigou o uso de força para o ingresso das equipes. O menino foi localizado no interior de um quarto que estava trancado. Em sua defesa prestada à polícia, a mãe, de 41 anos, negou ter dificultado o trabalho do resgate e alegou que estava apenas se organizando para levar o filho ao atendimento médico.
Prisão em flagrante e desdobramentos judiciais
Durante a entrada no apartamento em Santa Maria, as forças de segurança encontraram substâncias ilícitas, incluindo drogas sintéticas, uma balança de precisão e materiais destinados à embalagem de entorpecentes. Diante do material apreendido, a mãe e o padrasto da criança, de 28 anos, foram presos em flagrante por tráfico de drogas.
A situação jurídica dos adultos teve desdobramentos rápidos nos dias seguintes à ocorrência:
- A mãe obteve liberdade provisória em decisão concedida no dia 23 de outubro.
- O padrasto teve a prisão mantida e permanece recolhido na Penitenciária Estadual de Santa Maria (Pesm).
- A irmã mais velha da vítima relatou às autoridades que o menino costumava frequentar o terraço e que teria se desequilibrado antes de romper as telhas de uma estrutura semelhante a uma claraboia.
A delegada Luiza Souza, responsável pelas investigações na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, destacou que o inquérito policial segue em andamento para reunir novos elementos probatórios. A corporação aguarda a conclusão de laudos periciais e depoimentos adicionais para esclarecer de forma definitiva os fatos ocorridos no edifício.

