Boi gordo atinge marca histórica e chega a R$ 400 por arroba no estado de São Paulo

Boi gordo atinge marca histórica e chega a R$ 400 por arroba no estado de São Paulo

Geral

O mercado do boi gordo iniciou o período de negociações apresentando estabilidade na maior parte das regiões pecuárias do país, mas com altas pontuais motivadas pela oferta restrita de animais para abate. No estado de São Paulo, parte dos pecuaristas segue aguardando patamares elevados para fechar transações comerciais, refletindo o cenário atual de alta nos preços.

Segundo levantamento divulgado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), frigoríficos e produtores adotaram uma postura de cautela na retomada das atividades, aguardando uma definição mais clara para a fixação dos valores. No mercado paulista, a liquidez permaneceu reduzida, embora tenham ocorrido negociações pontuais alcançando a marca histórica de R$ 400 por arroba, enquanto a maior parte das transações se concentrou entre R$ 385 e R$ 395.

Comportamento de preços em Goiás e Mato Grosso

Nas praças pecuárias de outros estados, a tendência de valorização também foi registrada com clareza. Em Goiânia, no estado de Goiás, a arroba do boi gordo apresentou alta de R$ 5, com as negociações sendo concretizadas em faixas que oscilaram de R$ 360 a R$ 370. A oferta de animais permaneceu restrita, enquanto as escalas de abate dos frigoríficos locais variaram entre dois e seis dias.

Em Rondonópolis, no estado de Mato Grosso, o cenário seguiu a mesma direção, com acréscimo de R$ 5 por arroba tanto para o boi gordo quanto para as fêmeas destinadas ao abate. Esse movimento foi fortemente sustentado pela dificuldade enfrentada pelas indústrias para completar suas programações, mantendo escalas de abate próximas de seis dias. Na região mato-grossense, as negociações envolvendo o boi gordo ocorreram, em média, a R$ 360 por arroba.

Firmeza e valorização no mercado de bezerros

Além do segmento de animais terminados, o mercado de reposição também demonstra grande firmeza nas cotações observadas em leilões e praças especializadas. Com o início do período de monta, os pecuaristas voltados para a atividade de cria encontram um cenário bastante favorável e de forte valorização para os bezerros comercializados.

Mesmo os animais considerados mais magros continuam apresentando preços firmes, de acordo com o monitoramento realizado pelos analistas de mercado. Na região do Pantanal, por exemplo, os bezerros mais leves vêm sendo negociados, em média, a R$ 20 por quilo, consolidando a tendência de sustentação para toda a cadeia produtiva da pecuária de corte nacional.