Estudantes vivenciam a história das Missões Jesuíticas Guaranis

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Alunos do Colégio Anchieta participam de roteiro educativo no ano das celebrações dos 400 anos das Missões

Um grupo de 68 alunos do 4º ano do Ensino Fundamental do Colégio Anchieta, de Porto Alegre, realizou, nesta terça-feira (9) e quarta-feira (10), uma viagem cultural ao Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo, em São Miguel das Missões. A iniciativa faz parte do processo de aprendizagem sobre a história do Rio Grande do Sul e proporciona aos estudantes uma imersão no lugar onde importantes acontecimentos históricos se desenvolveram.

A experiência ganha relevância em 2026, que marca os 400 anos das Missões Jesuíticas Guaranis. Ao conhecer os cenários onde se deram os acontecimentos históricos, as crianças ampliaram a compreensão sobre a formação do Estado e a influência do encontro entre os povos indígenas guaranis e os missionários europeus na construção da identidade cultural gaúcha.

Crédito das imagens: Kaylane de Oliveira

Durante a programação, os alunos participaram de uma visita guiada ao sítio arqueológico e ao Museu das Missões, percorrendo as ruínas da antiga redução de São Miguel Arcanjo, incluindo a emblemática fachada da catedral. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade, o local é um dos principais símbolos da história e da cultura brasileira.

O contato com o artesanato produzido pelos povos indígenas aproximou os estudantes da cultura guarani. O grupo também visitou outros pontos históricos da região missioneira: em Caibaté, o grupo conheceu o Santuário do Caaró, espaço de peregrinação religiosa que preserva a memória do martírio de três jesuítas ocorrido em 1628.

Em Santo Ângelo, a comitiva visitou o Museu Municipal Dr. José Olavo Machado, a Catedral Angelopolitana e o Monumento a Sepé Tiaraju, personagem associado à resistência guarani durante o período das Missões.

Para os alunos, a experiência tornou o aprendizado mais próximo e significativo. “Eu adorei a viagem e, principalmente, aprender como os portugueses chegaram à nossa terra”, conta Marina Kegler Almeida, de nove anos.

Crédito das imagens: Kaylane de Oliveira

Já Gregor Fantin Hoher, também de nove anos, destaca o contato com o patrimônio histórico: “Eu gostei bastante de conhecer as Missões. O que mais chamou minha atenção foram as ruínas”.

A coordenadora do Ensino Fundamental I, Tatiane Ayala, explica que a escolha da região está diretamente relacionada aos conteúdos trabalhados em sala de aula. “Não há como estudar o Rio Grande do Sul sem reconhecer a importância das Missões Jesuítico-Guaranis na formação do povo gaúcho. A viagem à região missioneira proporciona uma imersão na história, pois estar nos locais onde os fatos aconteceram contribui significativamente para a compreensão do passado e do presente”, enfatiza.

Segundo Tatiane, a vivência em campo fortalece a aprendizagem ao aproximar os estudantes dos patrimônios históricos e culturais do Estado. “Estar nos ambientes onde os fatos históricos ocorreram, visitar as ruínas e os espaços culturais permitem um contato direto com a herança jesuítico-guarani. Também contamos com o apoio dos jesuítas que vivem e atuam no local”, afirma.

A programação terá continuidade com outros grupos de estudantes do 4º ano. Nos próximos dias 18 e 19, mais 45 alunos participarão do mesmo roteiro, enquanto nos dias 23 e 24 será a vez de outros 64 jovens realizarem a viagem cultural às Missões.