Atuação do STF na política do Rio de Janeiro completa quase um ano de Debates

Atuação do STF na política do Rio de Janeiro completa quase um ano de Debates

Política

A ação proposta pelo PSD para tentar a realização do segundo turno na eleição para o Governo do Rio de Janeiro faz com que a atuação do STF na política fluminense se prolongue por quase um ano. O Supremo é o responsável pelos desdobramentos da Operação Unha e Carne, que atingiu políticos sem foro especial na corte e alterou candidaturas, e por manter o desembargador Ricardo Couto, presidente do TJ-RJ, como governador interino com uma liminar. Agora, discute se a eleição deste ano se encerrou ou não no primeiro turno.

destino do Palácio Guanabara nas mãos de Cristiano Zanin

O destino do Palácio Guanabara está de novo nas mãos do ministro Cristiano Zanin, relator do processo movido pelo PSD. O magistrado foi o autor da liminar que mantém Couto no cargo desde março, após a renúncia do ex-governador Cláudio Castro. O plenário posteriormente referendou a decisão, mas o tema nunca mais foi levado a plenário após pedido de vista do ministro Flávio Dino.

O PSD pediu ao STF a realização do segundo turno da disputa pelo governo fluminense entre o presidente da Assembleia do Rio de Janeiro, Douglas Ruas, e o ex-prefeito da capital Eduardo Paes. A legenda questiona a anulação dos votos dados a Anthony Garotinho no primeiro turno, determinada pelo TSE após o indeferimento do registro de candidatura do ex-governador. A decisão ampliou o percentual de votos válidos de Ruas de 49,27% para 50,88%, levando à proclamação como governador eleito pela Justiça Eleitoral.

questionamentos sobre a anulação de votos

Os advogados do partido afirmam que a Constituição considera como votos nulos apenas aqueles decorrentes de manifestação apolítica do eleitor ou de erro de digitação. Ao decidir anular os votos após o pleito, o tribunal estaria alterando a escolha política dos 274 mil eleitores do ex-governador. A retotalização seguiu as regras definidas em resolução do TSE para candidatos sub judice, que estão na urna aguardando análise de recurso, como era o caso de Garotinho.

mobilização política e pressão nas redes sociais

Após o fim da eleição presidencial e a virada do presidente Lula sobre o senador Flávio Bolsonaro, Paes e aliados iniciaram uma mobilização nas redes sociais para tentar pressionar o Supremo. Artistas realizaram um segundo encontro em apoio ao novo pleito. Ruas, por outro lado, se encontrou em Brasília com Zanin para defender o resultado proclamado e tentou bloquear canais de oposição.