Bolsa em movimento: C&a lidera ganhos do Ibovespa enquanto Brava Energia despenca

Bolsa em movimento: C&a lidera ganhos do Ibovespa enquanto Brava Energia despenca

Economia

A semana foi marcada por fortes oscilações para quem investe na bolsa brasileira, refletindo um cenário de expectativas mistas entre indicadores internos e externos. Enquanto a C&A (CEAB3) disparou mais de 23% e liderou as altas do Ibovespa (IBOV), a Brava Energia (BRAV3) seguiu na direção oposta e amargou uma queda superior a 15%.

Após acumular perdas nos dias anteriores, o Ibovespa ganhou fôlego na sexta-feira (6), quando subiu 1,39%, encerrando o pregão aos 168.498,45 pontos. No balanço dos cinco dias, a valorização foi de 0,30%, ao passo que o dólar à vista terminou cotado a R$ 5,5087, registrando alta de 1,18% frente ao real.

As principais altas do Ibovespa no período

O grande destaque positivo da semana foi a C&A (CEAB3), cujos papéis avançaram 23,82% entre os dias 2 e 6 de novembro. O impulso veio após a divulgação do balanço do terceiro trimestre de 2026, que superou as projeções do mercado.

Na avaliação de Lucas Xavier, head de renda variável e sócio da AW Capital, a varejista apresentou números sólidos que agradaram aos investidores. Além da varejista, companhias como Cosan, Smart Fit, CSN e Cyrela também figuraram na ponta positiva do índice.

O tombo das ações de energia e petróleo

Por outro lado, o setor de óleo e gás enfrentou uma semana bastante negativa na bolsa de valores. A Brava Energia (BRAV3) liderou as perdas do Ibovespa, com desvalorização de 15,64%, fechando a sexta-feira cotada a R$ 15,54.

O movimento de baixa não se restringiu à Brava Energia. As ações da PRIO (PRIO3) recuaram 15,40%, enquanto os papéis ordinários e preferenciais da Petrobras (PETR3 e PETR4) caíram 14,66% e 13,94%, respectivamente, pressionando o desempenho geral do mercado acionário.

Fatores macroeconômicos e decisões de juros

O comportamento dos ativos foi influenciado por decisões cruciais de política monetária e discussões fiscais no país. O Comitê de Política Monetária (Copom) optou por manter a taxa Selic em 13,75% ao ano, pausando o ciclo de cortes e gerando novas dúvidas sobre a inflação.

No cenário internacional, os desdobramentos políticos nos Estados Unidos e a divulgação do payroll — relatório que mostrou a criação de 165 mil vagas de trabalho em setembro — também mexeram com as expectativas globais, mantendo os investidores atentos aos próximos passos do Federal Reserve.