O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de São Paulo (Cira-SP) deflagrou, nesta quarta-feira (15.jul.2026), a Operação Distrato. A ação tem como objetivo desarticular um sofisticado esquema de comercialização fraudulenta de créditos de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Entre os alvos da investigação está um grupo econômico vinculado ao advogado Nelson Wilians.
Investigação aponta rombo bilionário aos cofres públicos
Segundo informações oficiais das autoridades envolvidas, o esquema criminoso teria causado um prejuízo estimado em mais de R$ 3,8 bilhões aos cofres públicos. A magnitude do valor desviado coloca a operação entre as mais relevantes do setor tributário recente, evidenciando a complexidade das manobras utilizadas para burlar o fisco estadual.
A força-tarefa mobilizou um contingente expressivo para o cumprimento de 38 mandados de busca e apreensão. As diligências estão concentradas em diversas cidades, incluindo São Paulo, Campinas, Jundiaí e Ribeirão Preto, além de estender-se para o estado do Paraná, com ações em Londrina e Cambé.
Modus operandi das fraudes tributárias
A apuração indica que escritórios de advocacia e consultorias atuavam como peças centrais na engenharia da fraude. Eles ofereciam a empresas paulistas créditos tributários com deságio, apresentando-os como planejamentos tributários legítimos e supostamente autorizados pela Receita Federal. Na prática, a manobra permitia que as companhias reduzissem ou eliminassem o recolhimento do ICMS devido ao Estado.
Para conferir aparência de legalidade às operações, o grupo utilizava uma rede de empresas de fachada. Essas entidades emitiam notas fiscais falsas para simular a origem dos créditos inexistentes. Uma vez gerados, esses valores eram inseridos na escrituração fiscal das empresas contratantes, mascarando a irregularidade perante os órgãos de controle.
Atuação do Cira-SP e órgãos de fiscalização
A operação é conduzida pelo Cira-SP, um comitê estratégico que reúne a Secretaria da Fazenda e Planejamento (Sefaz-SP), o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e a Procuradoria Geral do Estado (PGE-SP). A ação conta ainda com o suporte operacional das polícias Civil e Militar, garantindo a execução coordenada das buscas e a preservação de provas fundamentais para o prosseguimento do inquérito.
O caso segue sob investigação rigorosa para identificar todos os beneficiários do esquema e o nível de participação de cada envolvido. O combate à sonegação fiscal é uma das prioridades do Governo de São Paulo, que busca recuperar ativos e garantir a justiça tributária no estado.
O Conexrs segue acompanhando os desdobramentos desta operação e trará novas atualizações assim que surgirem informações oficiais sobre os próximos passos da investigação. Continue conectado ao nosso portal para informações relevantes, contextualizadas e apuradas com o compromisso de qualidade que você já conhece.
Fonte: poder360.com.br
