A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) marcou presença no 64º Congresso da Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural (Sober), realizado nos dias 21 e 22 de julho na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre. O evento reuniu especialistas, pesquisadores e lideranças do setor para debater dois pilares estratégicos para a sustentabilidade do agronegócio: a sucessão familiar e a adaptação ao Plano Clima.
Caminhos para a permanência no campo
A sucessão familiar foi o tema central da sessão especial realizada no dia 21. O debate buscou entender como garantir a continuidade das propriedades rurais diante das transformações econômicas e sociais que afastam as novas gerações das atividades no campo. A assessora técnica da CNA, Zenaide Rodrigues, mediou as discussões, destacando que o processo sucessório envolve uma complexa rede de fatores institucionais e culturais.
Para ilustrar os desafios práticos, o congresso contou com o relato de Larissa Souza Zambiasi, produtora de leite e integrante do programa CNA Jovem. Ela compartilhou sua trajetória na gestão da propriedade familiar, oferecendo uma visão real sobre as dificuldades e as oportunidades de modernização que incentivam a permanência dos jovens na atividade agropecuária.
Estratégias frente às mudanças climáticas
No dia 22, o foco das discussões migrou para a agenda ambiental. A assessora técnica da CNA, Amanda Roza, participou de um painel dedicado ao Plano Clima e aos planos setoriais de mitigação e adaptação. O debate girou em torno de como o Brasil pode cumprir as metas estabelecidas no Acordo de Paris sem comprometer a produtividade e a segurança alimentar.
A CNA alertou para os riscos climáticos que já impactam o setor, como a maior incidência de pragas, a degradação dos solos e o estresse hídrico. Entre as soluções apontadas pela entidade para fortalecer a resiliência do produtor, destacam-se:
- A expansão do crédito rural voltado à adaptação climática.
- O fortalecimento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).
- O aprimoramento do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC).
- A ampliação da rede de monitoramento meteorológico em todo o país.
A entidade defendeu que a transição para uma agropecuária de baixo carbono deve ser acompanhada por incentivos econômicos claros. Segundo a CNA, é fundamental conciliar a produção com a conservação ambiental, utilizando ferramentas como o Plano ABC+ e criando mecanismos de financiamento climático que sejam, de fato, acessíveis a quem produz.
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Fonte: canalrural.com.br
