Janet Yellen critica tarifas de Trump ao Brasil e aponta viés pessoal do republicano

Janet Yellen critica tarifas de Trump ao Brasil e aponta viés pessoal do republicano

DESTAQUES Geral

A visão de Yellen sobre a política comercial americana

A ex-secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, trouxe um tom crítico ao debate sobre a atual política tarifária de Donald Trump durante sua participação no evento ExpertXP, em São Paulo. Segundo a economista, as barreiras impostas contra produtos brasileiros não possuem lastro em diagnósticos econômicos consolidados, sendo, na verdade, um reflexo de convicções pessoais do presidente republicano.

Para Yellen, a estratégia de elevar taxas não encontra respaldo entre a comunidade acadêmica e técnica de economia. Ela ressaltou que, embora o governo americano obtenha receita imediata com essas medidas, o custo final é repassado diretamente às famílias nos Estados Unidos, gerando um efeito inflacionário e de perda de poder de compra.

Impacto nas relações comerciais e déficit americano

Um dos pontos centrais da argumentação de Trump para a imposição de tarifas é a tentativa de equilibrar o déficit comercial do país. No entanto, Yellen contesta essa eficácia. Durante a entrevista ao Broadcast, ela afirmou que não há evidências concretas de que a política tarifária tenha corrigido o desequilíbrio nas contas externas americanas.

A economista alertou que o uso recorrente dessas sanções prejudica a confiança internacional. Ao atuar de forma arbitrária, os Estados Unidos correm o risco de serem vistos como um parceiro comercial instável, o que pode comprometer parcerias estratégicas de longo prazo com nações como o Brasil.

Desmatamento e o cenário das justificativas tarifárias

Durante a coletiva, o debate também passou por questões ambientais. Questionada sobre uma possível correlação entre as tarifas e os índices de desmatamento no Brasil, Yellen demonstrou ceticismo quanto à lógica utilizada pela administração Trump. Ela pontuou que os dados disponíveis não sustentam a tese de aumento na degradação ambiental, o que esvazia o argumento de que a medida teria um caráter punitivo ou de preservação.

A fala da ex-secretária reforça a percepção de que a agenda comercial dos Estados Unidos está sendo conduzida por uma visão política isolada, distanciando-se de critérios técnicos que historicamente regiam as relações entre as duas maiores economias do continente americano.

O cenário econômico global segue em constante transformação e o impacto dessas decisões tarifárias é um tema que exige atenção contínua. Para acompanhar os próximos desdobramentos desta disputa comercial e como ela afeta o mercado brasileiro e internacional, continue acompanhando o Conexrs. Nosso compromisso é levar até você uma análise aprofundada, com credibilidade e foco nos fatos que moldam o nosso cotidiano.

Fonte: canalrural.com.br