A visão de Will Smith sobre gestão e humanização
O ator, produtor e empresário Will Smith protagonizou um dos momentos mais marcantes da Expert XP nesta sexta-feira (24). Durante o painel intitulado “Das telas à vida real”, o astro norte-americano desviou do roteiro habitual de Hollywood para compartilhar reflexões profundas sobre o mundo corporativo. Para Smith, o sucesso de qualquer empreendimento não reside apenas na qualidade do produto final, mas na gestão das relações interpessoais.
“Um negócio é, na verdade, mais sobre pessoas do que sobre produto”, afirmou o artista diante de uma plateia lotada. Sua fala reflete a transição de sua carreira, que hoje abrange a cofundação de empresas como a Westbrook Inc., a produtora Overbrook Entertainment e o fundo de venture capital Dreamers VC. Segundo ele, a produtividade floresce quando os colaboradores se sentem genuinamente respeitados e ouvidos.
Como parte de sua rotina de liderança, Smith revelou uma prática curiosa: iniciar reuniões perguntando o estado emocional de cada membro da equipe. Ao classificar o humor em “vermelho, amarelo ou verde”, o grupo consegue ajustar o tom das discussões. Essa abordagem, segundo o empresário, evita cobranças inoportunas e fortalece a confiança necessária para que a criatividade e os resultados prosperem.
Disciplina e a arte de contar histórias
Ao analisar sua trajetória, que começou na música e passou pela televisão e pelo cinema, Smith destacou o storytelling como o fio condutor de tudo o que faz. Ele defende que a mente humana processa a realidade por meio de narrativas, e é essa capacidade de conectar histórias que define o sucesso tanto de um filme quanto de uma marca no mercado.
Apesar do brilho de sua carreira, ele rejeita o rótulo de alguém dotado de um talento inato inalcançável. Em vez disso, prefere se definir como um trabalhador disciplinado. “Eu me vejo como um trabalhador sério”, declarou, ressaltando que, ao longo dos anos, encontrou muitas pessoas mais talentosas, mas poucas com sua disposição para o esforço contínuo e a adaptação constante.
Essa resiliência foi testada diversas vezes, como quando migrou da música vitoriosa no Grammy para o início incerto como ator em “Um Maluco no Pedaço”. Smith enfatizou que a humildade para recomeçar do zero foi o alicerce para construir o legado que hoje compartilha com o público, buscando inspirar através de obras como “À Procura da Felicidade”, que ressoa com a luta humana contra as adversidades.
Homenagem de Eduardo Kobra encerra painel
O encerramento da participação de Will Smith no evento foi marcado por um gesto simbólico de valorização da cultura brasileira. O renomado muralista Eduardo Kobra presenteou o ator com uma tela exclusiva de 2 metros de altura por 1,5 metro de largura. A obra retrata a evolução de Smith, desde a infância sonhadora até a conquista do Oscar.
Kobra revelou que o processo criativo foi intenso, exigindo uma imersão profunda na biografia do artista e a elaboração de diversos esboços. O encontro entre o muralista e o ator celebrou a convergência de trajetórias que, embora em campos distintos, compartilham o valor da persistência e da visão artística como ferramenta de transformação social.
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Fonte: seudinheiro.com
