Cenário eleitoral e a desistência de Eduardo Bolsonaro
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) oficializou sua desistência de concorrer como suplente na chapa de André do Prado (PL) ao Senado por São Paulo nas eleições de 2026. A decisão, tomada durante o último fim de semana, encerra uma articulação política que visava manter o nome do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro no centro da disputa eleitoral paulista.
Segundo informações confirmadas por André do Prado, atual presidente da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), a desistência foi motivada por uma avaliação jurídica rigorosa. O grupo político concluiu que a candidatura de Eduardo enfrentaria barreiras intransponíveis na Justiça Eleitoral, com alto risco de impugnação imediata.
Impacto de condenações e mudanças no exterior
A inviabilidade da candidatura está diretamente ligada a eventos recentes na trajetória de Eduardo Bolsonaro. Desde fevereiro de 2025, o ex-deputado reside nos Estados Unidos. O cenário jurídico agravou-se em junho de 2026, quando o STF (Supremo Tribunal Federal) o condenou a quatro anos e dois meses de reclusão pelo crime de coação no curso do processo.
A condenação, que decorre de suas articulações no exterior contra o julgamento de seu pai por tentativa de golpe de Estado, resultou na inelegibilidade de Eduardo por um período de oito anos. Embora a chapa de André do Prado tenha cogitado tentar reverter a situação perante os tribunais eleitorais, a estratégia foi descartada diante da robustez dos impedimentos legais.
A estratégia frustrada e a nova composição da chapa
O plano original do PL para São Paulo era ambicioso e previa uma manobra de longo prazo. A expectativa era de que, caso Flávio Bolsonaro (PL) vencesse a eleição presidencial, André do Prado pudesse assumir um cargo no governo federal, como um ministério. Isso abriria caminho para que Eduardo Bolsonaro, na condição de suplente, assumisse a cadeira no Senado.
Com a saída de Eduardo da chapa, o xadrez político foi reorganizado. O ex-prefeito de Holambra, Fernando Fiori de Godoy (PL), que ocupava a segunda suplência, foi promovido à primeira suplência. Para o posto de segunda suplente, Eduardo indicou a vereadora da capital Rute Costa (PL). A escolha, segundo André do Prado, busca fortalecer a base conservadora, dado o alinhamento de Rute com nomes como a vereadora Sonaira Fernandes, figura próxima ao bolsonarismo.
O desdobramento das eleições de 2026 em São Paulo segue sendo um dos pontos de maior atenção no cenário nacional. Para acompanhar os próximos passos do pleito e as movimentações dos partidos, continue lendo o Conexrs. Nosso portal mantém o compromisso com a informação precisa, a análise aprofundada dos fatos e a cobertura constante dos temas que impactam o Brasil.
Fonte: redir.folha.com.br
