Os preços do açúcar encerraram a sessão de quarta-feira em baixa nas bolsas internacionais de Nova York e Londres. No mercado brasileiro, por outro lado, o açúcar cristal branco registrou leve valorização, enquanto o etanol hidratado apresentou avanço expressivo e passou a acumular alta expressiva ao longo do mês.
Esse cenário evidencia movimentos divergentes entre as cotações globais e o mercado doméstico. Enquanto os contratos futuros recuaram nos vencimentos acompanhados, os indicadores brasileiros terminaram o dia em terreno positivo, impulsionados por dinâmicas locais de oferta e demanda.
Desempenho nas bolsas de Nova York e Londres
Na ICE Futures U.S., os contratos de açúcar bruto registraram perdas moderadas nos principais vencimentos monitorados. O cenário internacional refletiu uma pressão vendedora em meio ao monitoramento de safras futuras e projeções para o setor sucroenergético global.
Na ICE Futures Europe, a tendência de baixa também predominou para o açúcar branco. Os contratos negociados na bolsa europeia fecharam o pregão com reduções consistentes por tonelada, acompanhando o movimento verificado nas demais praças internacionais.
Valorização do açúcar cristal e etanol no Brasil
No mercado paulista, o Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar cristal branco registrou alta diária, acumulando ganhos expressivos na parcial do mês. A conversão para a moeda norte-americana também acompanhou essa variação positiva no mercado interno.
O etanol hidratado apresentou uma valorização ainda mais intensa na comparação diária. O Indicador Diário de Paulínia registrou avanço expressivo, superando a variação acumulada pelo açúcar cristal no mesmo período e destacando a força do biocombustível.
Fatores e perspectivas globais para o setor
Analistas e agentes do setor acompanham de perto as expectativas em torno da maior oferta brasileira de açúcar e os riscos climáticos em importantes países produtores ao redor do mundo. Para mais detalhes sobre as variações de commodities, consulte a cobertura do Portal do Agronegócio.
As perspectivas de déficit global na temporada e as incertezas relacionadas a fenômenos climáticos também permanecem entre os principais fatores monitorados para avaliar o comportamento futuro das cotações internacionais e domésticas.

