Pressão nos custos da proteína animal
Os custos de produção de frango de corte e de suíno vivo apresentaram elevação no mês de agosto de 2026, conforme dados divulgados pela Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS), da Embrapa Suínos e Aves. O cenário reflete o impacto direto dos insumos na atividade agropecuária, especialmente no que diz respeito à alimentação dos animais, que permanece como o principal componente das despesas operacionais nas granjas brasileiras.
No Paraná, estado referência para o monitoramento da avicultura de corte, o custo de produção subiu 1,56% em agosto, alcançando R$ 4,85 por quilo. Em Santa Catarina, base para o acompanhamento da suinocultura, o custo do suíno vivo teve um acréscimo de 0,96%, atingindo R$ 6,35/kg. Estes números reforçam a complexidade da gestão econômica para os produtores, que precisam equilibrar a eficiência produtiva com a volatilidade dos preços de mercado.
O peso da nutrição animal no orçamento
A ração continua sendo o fator de maior peso na estrutura de custos das duas cadeias produtivas. No caso do frango de corte paranaense, a alimentação representou 63,87% do custo total em agosto, registrando uma alta mensal de 3,77%. No acumulado dos últimos 12 meses, este componente já soma um aumento de 5,30%, o que pressiona as margens de lucro dos produtores.
Situação semelhante ocorre na suinocultura catarinense, onde a ração respondeu por 72,53% das despesas totais no mesmo período. Embora o custo do suíno vivo ainda apresente uma queda de 2,04% no acumulado de janeiro a agosto, a alta mensal de 0,98% na ração em agosto acende um alerta para a necessidade de monitoramento constante dos preços dos grãos, como o milho e o farelo de soja, que são a base da nutrição animal.
Gestão e ferramentas de apoio ao produtor
Diante desse cenário, a Embrapa disponibiliza recursos técnicos para auxiliar os produtores na tomada de decisão. Além dos índices mensais, que servem como termômetro para o planejamento econômico, a instituição oferece ferramentas digitais como o aplicativo Custo Fácil. O sistema permite que o produtor gere relatórios personalizados e detalhe as despesas, incluindo a mão de obra familiar, o que é fundamental para a sustentabilidade das pequenas e médias propriedades.
A metodologia da CIAS abrange, além do Paraná e Santa Catarina, estados como Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Essa diversidade de dados permite que o setor tenha uma visão sistêmica sobre os diferentes modelos produtivos adotados no país. A atualização periódica desses indicadores é essencial para que o produtor possa ajustar sua estratégia de compra de insumos e otimizar o manejo, garantindo a competitividade frente aos desafios do mercado externo e interno.
O ConexRS segue acompanhando de perto os indicadores do agronegócio e os impactos na economia regional e nacional. Para se manter informado sobre as tendências do campo, a produtividade e as análises que movem o setor, continue acompanhando nossas publicações diárias. Nosso compromisso é levar até você informação de qualidade, com o rigor e a profundidade que o seu negócio exige.
Fonte: portaldoagronegocio.com.br
