Ajuste fiscal e reformas estruturais são chaves para queda dos juros, afirma Durigan

Ajuste fiscal e reformas estruturais são chaves para queda dos juros, afirma Durigan

Geral

A trajetória da taxa de juros no Brasil segue como um dos temas mais sensíveis para o mercado financeiro e para o planejamento econômico do governo federal. Em declaração recente, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, reforçou que a redução dos custos de crédito no país não depende exclusivamente de uma única variável, mas sim de uma combinação entre o equilíbrio das contas públicas e o enfrentamento de gargalos estruturais da economia nacional.

O papel do ajuste fiscal na economia

Durante um evento em São Paulo que reuniu lideranças empresariais e executivos, Durigan destacou que a gestão fiscal é o pilar central para criar um ambiente favorável à queda dos juros. O ministro pontuou que o governo federal tem trabalhado para melhorar o resultado primário, mencionando uma elevação de dois pontos porcentuais do Produto Interno Bruto (PIB) como um indicador do compromisso com a responsabilidade orçamentária.

Para o governo, a sustentabilidade das contas públicas é o que permite projetar um cenário de juros mais baixos a longo prazo. Durigan defendeu a condução fiscal atual, afirmando que todas as propostas enviadas ao Congresso Nacional contaram com fontes de receita ou adequações orçamentárias necessárias, evitando a criação de despesas sem cobertura financeira.

Responsabilidade compartilhada entre os Poderes

Um dos pontos centrais da fala do ministro foi a necessidade de uma atuação coordenada entre os três Poderes para garantir a estabilidade econômica. Segundo Durigan, a responsabilidade fiscal não deve ser um fardo exclusivo do Executivo, mas uma diretriz compartilhada pelo Legislativo e pelo Judiciário.

O ministro citou como exemplo a atuação do governo junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) no debate sobre a desoneração da folha de pagamentos. Ele destacou que o Judiciário consolidou o entendimento de que o Congresso não pode aprovar medidas que gerem impacto financeiro sem a devida compatibilidade orçamentária, um passo que o governo considera fundamental para evitar o desequilíbrio das contas públicas.

Desafios estruturais e o futuro dos juros

Além do ajuste fiscal, Durigan enfatizou que a economia brasileira enfrenta questões estruturais que precisam ser superadas para que o país alcance um patamar de juros mais competitivo. O ministro aproveitou a ocasião para criticar a gestão econômica do governo anterior, apontando que despesas foram contratadas sem a devida previsão de receita, o que, segundo ele, contribuiu para o cenário de dificuldades orçamentárias enfrentado atualmente.

A visão apresentada pelo Ministério da Fazenda é de que juros mais baixos devem ser um legado consolidado ao final da atual gestão. Para alcançar esse objetivo, a estratégia envolve manter o rigor na execução do orçamento e promover reformas que aumentem a eficiência produtiva do país, reduzindo o prêmio de risco exigido pelos investidores.

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Fonte: canalrural.com.br