Anthropic avança rumo a Wall Street e busca espaço entre as gigantes da tecnologia

Anthropic avança rumo a Wall Street e busca espaço entre as gigantes da tecnologia

Economia

A corrida das grandes empresas de tecnologia rumo ao mercado público ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (26). Seguindo os passos de outras gigantes do setor, a Anthropic, criadora do assistente virtual Claude, enviou documentos oficiais à SEC, o equivalente à CVM nos Estados Unidos, para formalizar o pedido de abertura de capital.

O movimento coloca a desenvolvedora de inteligência artificial no centro das atenções de investidores globais. O processo inicial prevê a negociação de papéis sob o ticker ANT, refletindo o apetite contínuo do mercado financeiro por inovações e empresas ligadas ao ecossistema de inteligência artificial.

Expectativa de valor de mercado e os passos da oferta

Apesar do entusiasmo generalizado com o setor, a Anthropic foi avaliada em cerca de US$ 965 bilhões em maio deste ano. O patamar deixa a companhia ligeiramente abaixo da marca psicológica de US$ 1 trilhão, um clube seleto que atraiu recentemente a atenção do mercado com grandes estreias.

Esse montante reflete uma rodada de financiamento de US$ 65 bilhões realizada no mesmo período. Com o envio do registro, o processo entra agora em suas etapas tradicionais, que incluem a análise regulatória, reuniões com grandes investidores e a posterior precificação dos ativos antes da estreia oficial na bolsa.

Grandes bancos na liderança e precedentes históricos

A condução do processo de abertura de capital conta com instituições financeiras de peso no cenário global. O Goldman Sachs e o Morgan Stanley foram designados como os coordenadores principais da operação, liderando um consórcio com mais de 20 instituições.

O envolvimento desses bancos reforça a magnitude da operação, repetindo parcerias de destaque em grandes movimentações anteriores do mercado financeiro norte-americano. A expectativa de analistas é de que o desfecho da oferta ocorra até o encerramento de 2026, dependendo das condições macroeconômicas.

Balanço financeiro e investimentos em infraestrutura

Os documentos enviados ao órgão regulador também detalham a saúde financeira da empresa durante o primeiro semestre de 2026. A receita alcançou aproximadamente US$ 16,3 bilhões, enquanto o prejuízo líquido somou US$ 80,7 bilhões, impulsionado principalmente pela variação no valor justo de títulos de dívida conversíveis.

Para sustentar a expansão dos serviços de inteligência artificial, os desembolsos com capacidade computacional e infraestrutura somaram quase US$ 9 bilhões no período. Embora a receita tenha apresentado saltos expressivos na comparação anual, a gestão da companhia alerta que o ritmo de crescimento poderá oscilar nos próximos trimestres.