Centenas de manifestantes protestaram no começo da noite de segunda-feira (19), na região das sedes da Meta e do Google, na zona oeste de São Paulo. A mobilização reuniu organizações da sociedade civil e movimentos sociais para denunciar o que classificam como interferência sistemática de empresas de tecnologia no processo eleitoral brasileiro.
Com o slogan “Meta, não se meta”, os participantes apontaram censura nas participações de ativistas nas redes sociais, falta de neutralidade na mediação dos conteúdos e defesa de interesses próprios na gestão dos debates e comunidades digitais.
Reivindicações e entrega de manifesto
As entidades presentes tentaram entregar um manifesto diretamente aos representantes da empresa responsável por plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp. No entanto, segundo os organizadores do ato, a entrega física não foi permitida no local, fazendo com que o documento seja encaminhado digitalmente por meio de uma ação conjunta.
Durante o ato, ativistas reforçaram a necessidade de maior clareza nas regras de moderação e na circulação de informações públicas. A cobrança principal envolveu a exigência de relatórios detalhados sobre as diretrizes adotadas pelas corporações durante períodos de grande relevância política para o país.
Críticas à soberania digital e aos algoritmos
A soberania digital e popular também ganhou destaque nos discursos realizados na avenida Faria Lima. Os participantes criticaram o peso econômico e a concentração de dados nas mãos de corporações internacionais, apontando riscos para a autonomia democrática nacional.
Além da discussão sobre o monopólio tecnológico, o grupo levantou preocupações relacionadas à falta de proteção a minorias e à circulação de discursos de ódio. Manifestantes relataram dificuldades no impulsionamento igualitário de conteúdos e afirmaram que decisões judiciais favoráveis deixam de ser cumpridas pelas plataformas.
Ações no Tribunal Superior Eleitoral
O cenário de tensão entre as big techs e o poder público também movimenta os tribunais. Recentemente, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que a empresa preste esclarecimentos sobre denúncias de desfavorecimento a determinados candidatos e irregularidades na distribuição de anúncios pagos.
As reclamações envolveram diferentes correntes políticas, refletindo uma pressão institucional crescente sobre as normas de conduta das plataformas digitais. As decisões judiciais recentes exigem respostas rápidas sobre a isonomia no impulsionamento de campanhas durante o período eleitoral.
Continue acompanhando o ConexRS para manter-se informado sobre os principais acontecimentos da política nacional, análises aprofundadas e os desdobramentos dos debates sobre tecnologia e sociedade no Brasil.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

