BNDES libera R$ 180,7 Milhões para novas usinas de biometano em São Paulo e Espírito Santo

BNDES libera R$ 180,7 Milhões para novas usinas de biometano em São Paulo e Espírito Santo

Geral

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) oficializou a aprovação de um financiamento de R$ 180,7 milhões destinado à construção de duas novas plantas de produção de biometano. Os projetos serão instalados nos estados do Espírito Santo e de São Paulo, marcando um passo estratégico na expansão da infraestrutura de energia renovável no Brasil.

Investimento estratégico em energia renovável

A iniciativa é conduzida pelas empresas GNR Vila Velha e GNR Mauá, fruto de uma parceria entre os grupos Lara e MDC Energia. O aporte financeiro, que utiliza recursos do Fundo Clima e da linha BNDES Finem, integra um investimento total de R$ 245 milhões, considerando a contrapartida das empresas envolvidas. O objetivo central é converter o biogás capturado em aterros sanitários em um combustível sustentável de alto valor agregado.

A unidade em Vila Velha (ES) receberá R$ 78,8 milhões, enquanto o projeto de Mauá (SP), localizado na região metropolitana da capital paulista, contará com R$ 101,9 milhões. A tecnologia aplicada permitirá transformar resíduos urbanos, que seriam descartados, em uma fonte de energia limpa capaz de substituir combustíveis fósseis em diversos setores da economia.

Capacidade produtiva e impacto ambiental

Quando estiverem em pleno funcionamento, as duas plantas terão uma capacidade instalada conjunta de 97 mil Nm³ por dia de biometano. A planta de Mauá será a maior, com uma produção diária de 65 mil Nm³, enquanto a unidade capixaba contribuirá com 32 mil Nm³. O processo de captura do metano é fundamental não apenas pela geração de energia, mas também pelo controle de emissões de gases de efeito estufa provenientes da decomposição de resíduos sólidos.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou que os projetos estão em perfeita sintonia com as diretrizes de transição energética e economia circular adotadas pelo banco. Segundo o executivo, a iniciativa fomenta uma cadeia produtiva nacional inovadora e amplia a oferta de combustíveis sustentáveis, reduzindo a dependência de fontes poluentes na matriz energética brasileira.

Geração de empregos e cronograma

Além dos benefícios ambientais, os empreendimentos possuem um impacto socioeconômico relevante nas regiões onde serão instalados. A fase de construção das plantas deve gerar cerca de 575 postos de trabalho, somando contratações diretas e indiretas. Após a conclusão das obras, a operação contínua das unidades garantirá a manutenção de mais de 50 vagas permanentes.

O cronograma estabelecido pelas empresas prevê que a operação comercial tenha início no primeiro semestre de 2027. Toda a produção de biometano já possui destino certo: o combustível será comercializado por meio de contratos de longo prazo firmados com a Ultragaz, garantindo o escoamento e a viabilidade econômica dos projetos.

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Fonte: canalrural.com.br