Ação judicial mira rede de apoio ao presidente Lula
A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) protocolou uma ação junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) solicitando medidas restritivas contra 48 perfis no Instagram. A petição argumenta que essas contas, que manifestam apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), estariam atuando de forma coordenada para disseminar conteúdos considerados falsos ou descontextualizados contra o parlamentar.
O pedido jurídico busca frear o que a defesa classifica como uma estratégia de desinformação orquestrada. Entre os alvos da representação estão parlamentares federais, páginas de orientação política de esquerda e o portal Mídia Ninja. A movimentação ocorre em um momento de acirramento da disputa eleitoral, colocando o debate sobre limites da liberdade de expressão e combate a notícias falsas novamente no centro das atenções da Justiça Eleitoral.
Pedidos de suspensão e monitoramento
A estratégia da defesa de Flávio Bolsonaro divide os alvos em dois grupos distintos. Para 32 desses perfis, a campanha solicita a suspensão das atividades até o dia 26 de outubro, um dia após a realização do segundo turno das eleições. Já para os outros 16 perfis, a petição requer a remoção de publicações específicas, a proibição de reincidência na prática e o monitoramento contínuo das contas.
Além disso, o time jurídico pleiteia a remoção de um total de 221 publicações do Instagram e o bloqueio temporário da ferramenta de publicações colaborativas, conhecidas como collabs. A intenção é impedir que essas contas realizem postagens conjuntas, o que, segundo a acusação, amplia artificialmente o alcance de conteúdos negativos contra o senador.
Repercussão e posicionamento dos envolvidos
A lista de perfis citados na ação inclui nomes de peso da política nacional, como os deputados federais Gleisi Hoffmann (PT-RS), Paulo Pimenta (PT-RS), Duda Salabert (Psol-MG), Rogério Correia (PT-MG), Pedro Uczai (PT-SC) e Maria do Rosário (PT-RS). É importante ressaltar que, conforme os documentos apresentados, nem os parlamentares nem o Mídia Ninja foram incluídos no pedido de suspensão total das contas.
A campanha do presidente Lula e o portal Mídia Ninja não se manifestaram sobre o caso até o momento, apesar das tentativas de contato feitas pela reportagem. A ação está sob relatoria do corregedor-eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva. Em despacho recente, o magistrado optou por não tomar decisões imediatas, solicitando que a campanha de Flávio Bolsonaro preste esclarecimentos adicionais sobre as condutas atribuídas a cada perfil e a responsabilidade individual dos envolvidos.
O ConexRS segue acompanhando os desdobramentos desta ação no TSE e as implicações para o cenário eleitoral. Nosso compromisso é manter você informado com rigor, imparcialidade e a profundidade necessária para entender os fatos que moldam a política brasileira. Continue acompanhando nosso portal para atualizações sobre este e outros temas relevantes para o país.
Fonte: redir.folha.com.br

