Um grupo formado por nomes históricos ligados ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, ex-ministros, advogados, ambientalistas, especialistas em políticas públicas e intelectuais formalizou neste sábado (17), em São Paulo, um manifesto em apoio à reeleição do presidente Lula (PT). A iniciativa reúne figuras de diferentes correntes do pensamento político brasileiro que decidiram convergir em torno da defesa das instituições democráticas.
Intitulado “Pela democracia, pela estabilidade, pelo desenvolvimento com justiça social e ambiental e pelo Brasil”, o documento assinado por 15 personalidades destaca que o país atravessa um momento decisivo que supera divisões partidárias tradicionais. Segundo os signatários, a continuidade do atual governo federal representa a alternativa mais sólida para preservar o equilíbrio institucional e garantir direitos fundamentais à população.
adesões de peso marcam manifesto em são paulo
O evento realizado no centro da capital paulista contou com a presença de lideranças políticas de destaque nacional, como o vice-presidente Geraldo Alckmin e os ministros Fernando Haddad, Simone Tebet e Marina Silva. A presença de aliados históricos de gestões anteriores simboliza uma articulação ampla para consolidar apoios para além da base tradicional da esquerda.
Entre as assinaturas que chamaram atenção no documento estão figuras de proa que integraram administrações passadas e o centro político. A lista inclui o advogado Miguel Reale Júnior, ex-ministro e um dos autores do pedido de impeachment de Dilma Rousseff, além de José Carlos Dias, Aloysio Nunes, Claudia Costin e José Carlos Carvalho. Também assinam a educadora Beatriz Cardoso, filha de FHC, o diplomata Rubens Ricupero, o economista Eduardo Giannetti e o ambientalista Fábio Feldmann.
mobilização e alertas contra ameaças institucionais
No texto do manifesto, os autores pontuam críticas severas ao projeto oposicionista liderado por Flávio Bolsonaro, apontando riscos de desarticulação de conquistas sociais e retrocessos na política externa multilateral. Para o grupo, o pleito exige uma tomada de posição inequívoca em defesa da Carta Magna e da estabilidade econômica.
Durante o encontro com jornalistas, a ministra Marina Silva destacou que o movimento é composto por defensores da democracia que não pertencem necessariamente aos partidos de esquerda, reforçando a estratégia de capilarização de votos. No mesmo sentido, o vice-presidente Geraldo Alckmin celebrou adesões recentes de herdeiros políticos tradicionais e convocou a militância e os estudantes a manterem a mobilização nas ruas e nas redes sociais para evitar cenários de recessão e desemprego.
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Fonte: redir.folha.com.br

