O governo federal anunciou, nesta quarta-feira (4), que todas as 12.348 favelas e comunidades urbanas mapeadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) contam agora com um código de endereçamento postal (CEP). A iniciativa busca transformar a realidade de milhões de cidadãos que viviam à margem do reconhecimento oficial de seus endereços.
A medida foi divulgada durante as comemorações do Dia da Favela e integra as ações do programa Periferia Viva. Com a novidade, mais de 16 milhões de moradores dessas regiões passam a ter um identificador oficial para suas localidades, o que impacta diretamente o cotidiano e a inclusão social em todo o país.
Inclusão social e o acesso a direitos fundamentais
Mais do que um simples número identificador, o programa CEP para Todos visa garantir visibilidade, acesso a direitos e ampliação de políticas públicas para áreas vulneráveis. A ausência de um código postal sempre representou um obstáculo histórico para o desenvolvimento dessas comunidades, dificultando desde o recebimento de correspondências até a realização de cadastros básicos.
Segundo o Ministério das Comunicações, a iniciativa fomenta a cidadania ao assegurar que os moradores tenham seus endereços oficialmente reconhecidos. Isso facilita a abertura de contas bancárias, a contratação de serviços e a participação em programas sociais que exigem comprovação de residência.
Próximos passos e a individualização dos endereços
Após garantir pelo menos um CEP para os territórios de forma geral, a nova fase do projeto prevê a individualização dos códigos para cada rua, viela e beco das comunidades. Essa etapa de refinamento busca trazer ainda mais precisão à localização dentro dos aglomerados urbanos.
A estratégia é conduzida em conjunto pelos Correios e pelas pastas federais envolvidas no programa. A expansão da rede postal e a criação de pontos de coleta próximos buscam encurtar distâncias e integrar definitivamente esses territórios à malha urbana oficial.
Ampliação de serviços postais e atendimento comunitário
A subsecretária de Governança das Entidades Vinculadas, Lumárya Souza, ressalta que a medida altera profundamente a realidade local ao tornar o endereçamento mais preciso. O projeto já alcançou grande parte da meta estabelecida para a instalação de canais de atendimento, como o Correios Essencial, nas proximidades dos territórios.
Com a expansão dos serviços postais, moradores ganham suporte para o recebimento e envio de encomendas. A medida também otimiza o trabalho de órgãos de segurança e de emergência, que passam a contar com referências geográficas mais claras para atuar em ocorrências nas regiões periféricas.

