A Confederação Asiática de Futebol anunciou nesta sexta-feira (23) o seu apoio oficial à reeleição de Gianni Infantino para a presidência da FIFA. A decisão marca uma reviravolta importante na geopolítica do esporte global, visto que a entidade continental havia assinado há poucos meses um documento crítico à atual gestão do dirigente ítalo-suíço. Com o novo posicionamento, o comando do futebol mundial ganha fôlego para a disputa que ocorrerá em 18 de março de 2027, em Rabat, no Marrocos.
A reviravolta no cenário internacional
Anteriormente, a AFC havia integrado um bloco com a UEFA e a CONCACAF para externar dúvidas sobre os rumos da entidade máxima do esporte. No entanto, o cenário mudou durante um congresso extraordinário realizado em Tóquio, no Japão. Na ocasião, o presidente da AFC, Salman bin Ibrahim Al Khalifa, confirmou o respaldo total ao dirigente e destacou o diálogo mantido com as federações asiáticas.
Segundo a liderança asiática, a maioria dos países do continente compartilha do mesmo sentimento de continuidade. O alinhamento com a Ásia reforça a estratégia da presidência da FIFA de consolidar apoios fora do eixo tradicional europeu, ampliando a base de sustentação política para o próximo ciclo eleitoral do esporte.
Apoio global e novas alianças
A movimentação da Ásia se soma aos apoios já declarados por outras regiões do planeta nos últimos meses. A CONMEBOL foi uma das primeiras a manifestar respaldo, elogiando a transformação promovida na modalidade e o sucesso esportivo e financeiro da Copa do Mundo expandida para 48 seleções sob a tutela de Infantino.
Em outubro, a Confederação Africana de Futebol também alinhou seu discurso em favor do atual mandatário durante uma conferência em Cabo Verde, apontando um consenso entre suas associações filiadas. Por sua vez, a OFC, na Oceania, elogiou a postura da FIFA após recuos em projetos comerciais contestados, garantindo estabilidade para as iniciativas de desenvolvimento local.
O mapa de votos e a disputa em 2027
Pelas diretrizes que regem o pleito, as eleições contam com a participação potencial de 210 federações com direito a voto, visto que o Nepal segue suspenso por interferências governamentais. Para vencer em primeiro turno, um candidato necessita alcançar ao menos 106 votos válidos das associações nacionais.
Juntas, as confederações da Ásia, América do Sul, África e Oceania reúnem 120 federações, o que teoricamente assegura a maioria necessária. Contudo, a disciplina partidária continental não é absoluta, permitindo divergências locais. O México, por exemplo, já indicou preferência por Infantino apesar da postura contrária da CONCACAF, enquanto a Nova Zelândia sinalizou oposição interna na Oceania.
Candidaturas e o futuro político da FIFA
Atualmente, o ex-jogador suíço Ramón Vega figura como o único oponente declarado de Infantino na corrida eleitoral. Nos bastidores, figuras influentes como Aleksander Čeferin e Victor Montagliani são especuladas por analistas do esporte como potenciais alternativas, embora nenhuma candidatura oficial tenha sido formalizada até o momento por parte das cúpulas europeias ou norte-americanas.
Para mais detalhes sobre as movimentações da política esportiva global, consulte a cobertura especializada da FIFA.

