Copa do Mundo de 2026 enfrenta desafios políticos e econômicos nos Estados Unidos

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EUA enfrentam obstáculos para atrair turistas na Copa do Mundo de 2026

A pouco mais de uma semana do início da Copa do Mundo de 2026, os Estados Unidos vivem um cenário que contrasta com a expectativa tradicional em torno do maior evento do futebol mundial. Questões relacionadas à política migratória do governo do presidente Donald Trump e os reflexos da tensão internacional envolvendo o Irã têm gerado preocupação entre organizadores, torcedores e representantes do setor turístico.

O país, que divide a organização do torneio com Canadá e México, esperava registrar forte crescimento no fluxo de visitantes estrangeiros durante a competição. No entanto, especialistas apontam que o endurecimento das regras de imigração, aliado às dificuldades para obtenção de vistos e ao aumento dos custos de viagens internacionais, pode reduzir a presença de turistas em comparação com as projeções iniciais.

Outro fator que tem chamado atenção é a atuação do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE). Entidades ligadas aos direitos humanos e representantes do futebol internacional demonstraram preocupação com possíveis operações migratórias durante o torneio. A situação levou organizações e até integrantes da Fifa a discutirem medidas para minimizar impactos sobre torcedores e trabalhadores envolvidos no evento.

Além das questões internas, o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã também influencia o ambiente econômico global. As tensões no Oriente Médio provocaram instabilidade nos mercados internacionais, elevaram os preços do petróleo e aumentaram os custos do transporte aéreo, fatores que afetam diretamente quem pretende viajar para acompanhar a competição.

A preocupação se estende ainda à imagem internacional dos Estados Unidos. Organizações de defesa dos direitos humanos alertam que políticas migratórias mais rígidas podem criar um ambiente menos receptivo para visitantes estrangeiros, justamente em um evento que reúne milhões de pessoas de diferentes países e culturas.

Mesmo diante dos desafios, a expectativa é de que a Copa do Mundo mantenha sua força como principal vitrine do esporte global. A competição será a primeira da história com 48 seleções e deverá movimentar bilhões de dólares em receitas ligadas ao turismo, hotelaria, transporte e entretenimento. O desempenho do torneio poderá servir também como um teste para a capacidade dos Estados Unidos de receber grandes eventos internacionais em um momento de forte polarização política e incertezas geopolíticas.