Meta lidera balanços das big techs com disparada de 260% no lucro trimestral

Meta lidera balanços das big techs com disparada de 260% no lucro trimestral

Economia

A temporada de balanços nos Estados Unidos começa a perder tração e as principais empresas de tecnologia, as chamadas big techs, já publicaram seus resultados referentes ao 3T26. Vale lembrar que ainda faltam os números da queridinha do setor de inteligência artificial, a Nvidia (NVDA), que será a última das big techs a publicar seus resultados no dia 17 de novembro, mas esse balanço é analisado à parte dos demais.

A grande vencedora dessa temporada parcial, portanto, foi a Meta Platforms (META), embora empresas como AMD (AMD) e Microsoft (MSFT) tenham apresentado forte expansão de receita. A dona do Facebook, Instagram e WhatsApp combinou crescimento acelerado nas principais linhas financeiras, com salto expressivo dos lucros mesmo em meio aos elevados investimentos em inteligência artificial (IA).

Meta Platforms: receitas e investimentos em alta

Olhando mais de perto para o balanço da Meta, a receita alcançou US$ 64,6 bilhões, avanço de 26% em relação ao mesmo período do ano passado. O destaque, porém, ficou para a última linha do balanço: o lucro líquido disparou 264%, para US$ 9,86 bilhões, impulsionando o lucro por ação (EPS), que também avançou cerca de 265%, para US$ 3,83.

O desempenho colocou a Meta à frente das demais Big Techs em ritmo de crescimento dos resultados, superando concorrentes como Microsoft, Amazon, Alphabet e Apple. Mesmo acelerando os investimentos para sustentar sua estratégia de IA, a empresa manteve forte expansão operacional. Os desembolsos de capital (capex) somaram US$ 34,9 bilhões no trimestre, um dos valores do setor.

Apesar dos resultados sólidos, o alto nível de capex foi um ponto de atenção, ao lado de um fluxo de caixa livre negativo de US$ 2,1 bilhões no trimestre. Os analistas do Safra projetam que a companhia poderá permanecer com geração de caixa livre negativa até 2028 devido ao forte ciclo de investimentos em infraestrutura de IA.

Para o quarto trimestre, a administração projeta receita entre US$ 73 bilhões e US$ 76 bilhões, indicando que o ritmo de expansão deve permanecer robusto até o encerramento do ano.

A outra ponta dos balanços tecnológicos

Apesar do avanço das receitas e da forte demanda por infraestrutura de inteligência artificial, três das gigantes de tecnologia analisadas registraram queda no lucro líquido em relação ao mesmo período do ano anterior: Amazon, Alphabet (Google) e Intel.

No caso da Amazon, a empresa apresentou receita de US$ 201,9 bilhões, alta de 12%, mas o lucro líquido recuou 2%, para US$ 20,7 bilhões. Segundo a companhia, o resultado foi impactado pelo forte ciclo de investimentos em data centers e inteligência artificial.

Já a Alphabet, controladora do Google, viu o lucro líquido cair 25%, para US$ 26,2 bilhões. A empresa atribuiu o desempenho principalmente ao aumento das despesas relacionadas à expansão da capacidade de computação para inteligência artificial e à aceleração dos investimentos em infraestrutura.