Disputa pelo eleitorado independente
A corrida eleitoral de 2026 ganha contornos mais nítidos com a recente pesquisa Datafolha, que detalha a preferência do eleitorado brasileiro. Entre os cidadãos que não se identificam com o petismo nem com o bolsonarismo, o senador Flávio Bolsonaro (PL) detém 59% das intenções de votos válidos, enquanto o presidente Lula (PT) soma 41%. O levantamento, divulgado no dia 15 de outubro de 2026, destaca a relevância desse segmento, que atua como um fiel da balança na disputa presidencial.
A margem de erro para este recorte específico é de cinco pontos percentuais. Com uma diferença de 18 pontos entre os dois nomes, o senador aparece à frente fora da zona de empate técnico. Em comparação com o levantamento anterior, realizado no dia 8 de outubro, houve uma movimentação discreta: Flávio Bolsonaro subiu um ponto, saindo de 58%, enquanto Lula recuou um ponto, saindo de 42%.
Metodologia e comportamento dos blocos ideológicos
Para chegar a esses números, o Datafolha utiliza uma escala de 1 a 5, onde os extremos representam a identificação com o bolsonarismo e o petismo, respectivamente. Os chamados “não alinhados” são aqueles que se posicionam no centro da escala ou que declaram não possuir identificação partidária ou ideológica com os dois polos. É importante ressaltar que essa classificação difere do eleitor indeciso, tratando-se de um grupo com posicionamento político definido, porém independente das legendas principais.
Nos blocos ideológicos consolidados, a polarização permanece cristalizada. Entre os eleitores classificados como bolsonaristas, Flávio Bolsonaro atinge 98% dos votos válidos. Do outro lado, entre os petistas, Lula mantém a hegemonia com 93%. Em ambos os casos, a margem de erro é de três pontos percentuais.
Movimentações por segmentos religiosos e etários
O cenário nacional, considerando o conjunto do eleitorado, mostra um empate técnico. Flávio Bolsonaro oscilou de 52% para 51%, enquanto Lula passou de 48% para 49%, dentro da margem de erro geral de dois pontos. Contudo, a análise segmentada revela dinâmicas distintas que podem definir o rumo da campanha.
Entre os evangélicos, embora Flávio Bolsonaro ainda lidere, houve uma redução na vantagem: o senador passou de 73% para 68%, enquanto o presidente subiu de 27% para 32%. No segmento dos católicos, o cenário é inverso, com Lula liderando por 55% a 45%. A variação entre as faixas etárias também chama a atenção:
- Eleitores de 35 a 44 anos: Flávio Bolsonaro lidera com 59% contra 41% de Lula.
- Eleitores de 16 a 24 anos: Lula inverteu a tendência anterior e agora marca 54% contra 46% do senador.
- Faixas de 25 a 34 anos e de 45 a 59 anos: os candidatos permanecem em empate técnico.
Esses dados reforçam que a disputa permanece aberta e altamente dependente da conquista de votos em grupos específicos e na parcela do eleitorado que ainda transita entre as duas forças políticas dominantes. O ConexRS segue acompanhando de perto os desdobramentos da corrida eleitoral, trazendo análises, dados e o contexto necessário para que você compreenda os movimentos que moldam o futuro do Brasil. Continue conosco para se manter informado com credibilidade e profundidade sobre os principais temas da política nacional.
Fonte: redir.folha.com.br

