Defesa de Alfredo Gaspar busca celeridade em exame de DNA para rebater acusação de estupro

Defesa de Alfredo Gaspar busca celeridade em exame de DNA para rebater acusação de estupro

Política

Busca por prova científica para encerrar controvérsia

O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), intensificou nesta semana as movimentações jurídicas para esclarecer uma grave acusação que pesa contra ele. A defesa do parlamentar protocolou um pedido junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitando urgência na análise de um exame de DNA que, segundo o deputado, comprovará sua inocência diante de uma suspeita de estupro de vulnerável.

O material genético de Gaspar já foi coletado em 23 de abril, cumprindo uma determinação judicial de primeira instância em Alagoas, provocada pelo próprio parlamentar. O objetivo da estratégia jurídica é utilizar a prova técnica para invalidar o que o deputado classifica como uma acusação “falsa, descabida e acintosa”.

Articulação jurídica no Supremo Tribunal Federal

Além da petição enviada à PGR, a equipe jurídica do candidato, liderada pela advogada Maria Cláudia Bucchianeri, prepara um requerimento direcionado ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A intenção é que o magistrado, relator do pedido de investigação encaminhado pela Polícia Federal, estabeleça um prazo rigoroso de 72 horas para a conclusão e o processamento do teste de vínculo genético.

O caso chegou ao STF após uma notícia-crime apresentada pelos parlamentares Lindbergh Farias (PT-RJ) e Soraya Thronicke (PSB-MS). Os congressistas sustentam que existem registros documentais e diálogos que apontariam, em tese, para a prática do crime contra uma menor de 13 anos à época dos fatos, resultando, segundo a denúncia, no nascimento de uma criança.

Repercussão política e o impacto na campanha

O cenário de tensão jurídica ocorre em um momento de alta exposição política. Alfredo Gaspar afirmou, em entrevista coletiva realizada nesta quinta-feira (6), que a denúncia é um “ataque criminoso” articulado por opositores. O parlamentar vinculou a acusação ao seu período de atuação como relator da CPI do INSS, onde adotou posturas críticas a diversos setores, incluindo o próprio Poder Judiciário.

“O que cabe a um cidadão de bem com o crime mais infame que pode ser atribuído a um homem de honra? A indignação. Refuto com veemência. É uma acusação criminosa. E como se rebate isso? Cientificamente”, declarou o candidato. O senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordena a campanha de Flávio Bolsonaro, reforçou que a estratégia do partido será pautada pela transparência e pela celeridade processual, visando remover o desgaste político gerado pelo caso.

Trâmites da investigação na PGR

O processo segue sob análise da PGR, órgão responsável por avaliar a abertura de investigações formais contra autoridades com foro privilegiado. Antes de qualquer decisão sobre a denúncia, a Procuradoria solicitou diligências adicionais, incluindo um pedido para que a senadora Soraya Thronicke apresente novos elementos que sustentem a acusação.

Para a defesa, a questão é puramente técnica. Maria Cláudia Bucchianeri enfatizou que o exame de DNA é o único elemento capaz de encerrar a controvérsia de forma definitiva. “O vínculo genético é o único elemento objetivamente verificável. Não depende de nada — nem de versão, nem de testemunha, nem de conveniência”, pontuou a advogada.

O Conexrs segue acompanhando os desdobramentos deste caso e os movimentos dos tribunais superiores em Brasília. Para se manter informado sobre os principais fatos da política nacional e o desenrolar de processos judiciais de grande relevância, continue acompanhando nosso portal, onde prezamos pela apuração rigorosa e pelo compromisso com a informação de qualidade.

Fonte: redir.folha.com.br