Programação destacou a entrega do documento Propostas Indústria RS e a apresentação de proposições dos convidados para o desenvolvimento regional
O Sistema FIERGS promoveu nesta segunda-feira (24) um encontro com candidatos do Rio Grande do Sul ao Senado. Frederico Antunes (PSD), Germano Rigotto (MDB), Marcel van Hattem (Novo), Milton Cardoso (PSDB), Paulo Pimenta (PT), Renato Jaguarão (Cidadania) e Ubiratan Sanderson (PL) participaram do painel no qual debateram eixos estratégicos de desenvolvimento que fazem parte do Propostas Indústria RS. Manuela d’Ávila (PSOL) foi à entidade e recebeu o documento, mas não participou do painel em razão de outro compromisso. A organização convidou todos os candidatos de partidos com representação no Congresso Nacional.
Para o presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, o Senado Federal tem um papel fundamental no futuro do estado. “É onde passam decisões com impacto direto no desenvolvimento do Rio Grande do Sul e na vida dos gaúchos”, ressaltou, afirmando que a população precisa de representantes que conheçam os desafios locais e tenham capacidade de transformar boas propostas em resultados. Claudio Bier também reafirmou a defesa de valores que fazem parte da história da FIERGS, como a democracia, o respeito às instituições e o diálogo permanente com o parlamento. “Não cabe à FIERGS escolher candidatos, mas cabe à entidade apresentar ideias e contribuir para o crescimento da indústria e para o desenvolvimento do estado”, concluiu.
O coordenador do Conselho de Articulação Política (Coap) da FIERGS, Diogo Bier, apresentou o documento elaborado pelos conselhos temáticos, comitês, sindicatos industriais e áreas técnicas da Federação. O texto aborda medidas voltadas à defesa do setor produtivo, ao fortalecimento da competitividade e ao desenvolvimento sustentável do Rio Grande do Sul. A publicação de 120 páginas traz prioridades no âmbito estadual e federal organizadas a partir de oito eixos temáticos: relações do trabalho e desenvolvimento do capital humano; segurança jurídica; ambiente de negócios, desburocratização e redução do Custo Brasil; promoção de negócios, atração de investimentos e internacionalização; inovação e inteligência estratégica; infraestrutura e logística multimodal; sustentabilidade e transição energética; e representatividade, articulação institucional e parcerias estratégicas.
Em sua fala, Diogo Bier destacou a importância de pautas em tramitação no Congresso Nacional, a exemplo do Fundo Constitucional para o Sul e Sudeste, bandeira defendida pela gestão Claudio Bier. O coordenador também apresentou dados sobre a representatividade da indústria no estado. “O Senado precisa ser olhado com carinho pelo povo gaúcho. O diálogo e o acolhimento propostos na agenda servem para o trabalho conjunto na defesa de interesses em comum”, afirmou.
Na sequência, o advogado especialista em direito eleitoral e consultor do Coap, Antônio Augusto Mayer, apresentou a dinâmica do encontro. Os candidatos tiveram três minutos para uma fala inicial e, na sequência, responderam a questionamentos definidos por sorteio sobre os oito eixos estratégicos do documento. O processo garantiu 10 minutos para a exposição das proposições voltadas ao tema sorteado. Ao final, tiveram mais dois minutos para considerações finais. Confira os principais pontos destacados pelos candidatos, na ordem definida pelo sorteio.

PARTICIPAÇÃO DOS CANDIDATOS
- Germano Rigotto, sobre o eixo promoção de negócios, atração de investimentos e internacionalização:
“Não há lógica em o Nordeste contar com incentivos federais sem uma contrapartida para a Região Sul. É necessário garantir o Fundo Constitucional Sul e Sudeste no Senado. A ampliação de portos e aeroportos também é fundamental, pois o debate sobre internacionalização passa diretamente pela logística”.
- Renato Jaguarão, sobre o eixo relações do trabalho e desenvolvimento do capital humano:
“Não sou contra o descanso dos profissionais, mas também não sou a favor que a União tome uma decisão e repasse essa conta para os outros pagarem. O governo precisa dar condições para que o fim da escala 6×1 aconteça, mas a carga trabalhista dos empresários não diminuiu”.
- Ubiratan Sanderson, sobre o eixo infraestrutura e logística multimodal:
“A dívida é impeditiva para o desenvolvimento do estado. A situação não permite investimentos em portos, aeroportos e duplicação de rodovias. Para garantir avanços na área, é preciso priorizar a resolução da questão fiscal do Rio Grande do Sul no Senado”.
- Marcel van Hattem, sobre o eixo inovação e inteligência estratégica:
“O estado é abundante em recursos naturais. Para a geração de riqueza, é preciso investir em produtividade e inovação, aliadas ao trabalho. É por meio desta união que será possível prosperar como sociedade”.
- Milton Cardoso, sobre o eixo representatividade, articulação institucional e parcerias estratégicas:
“É preciso resolver a desproporcionalidade da representatividade dentro do Congresso Nacional. Nos Estados Unidos, para eleger um deputado federal, por exemplo, a proporção é de 750 mil habitantes. Com a aplicação do modelo, o estado contaria com 16 deputados em Brasília, em uma Câmara com um total de 293 parlamentares”.
- Frederico Antunes, sobre o eixo sustentabilidade e transição energética:
“O estado tem o potencial de, para além de alcançar a autossuficiência, atuar como exportador de energias renováveis. O que falta? Financiamento. É fundamental aprofundar o tema no Senado para evidenciar ao restante do país a capacidade de contribuição do Rio Grande do Sul com a produção de energia”.
- Paulo Pimenta, sobre o eixo segurança jurídica:
“A defesa dos investimentos de longo prazo no Rio Grande do Sul não pode mudar a cada quatro anos. O papel do senador é ser advogado do estado e, a partir da construção de uma pauta em conjunto, assegurar a defesa dos temas no parlamento”.
Confira o Propostas Indústria RS na íntegra em
