Denúncia contra Deolane e Marcola amplia cerco financeiro ao PCC

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Seis pessoas são acusadas nesta operação

O Ministério Público de São Paulo denunciou a influenciadora e advogada Deolane Bezerra, o líder do PCC Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, e outras quatro pessoas por suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa.A acusação é resultado da Operação Vérnix, investigação que busca desmontar estruturas financeiras utilizadas para ocultar recursos provenientes de atividades ilícitas.

Segundo a apuração das autoridades, o grupo teria utilizado empresas formalmente constituídas para dar aparência de legalidade à movimentação de grandes quantias de dinheiro. Entre os alvos da denúncia estão familiares de Marcola e pessoas apontadas como responsáveis pela gestão financeira do esquema. A investigação sustenta que uma transportadora sediada no interior paulista teria sido usada para movimentar e ocultar valores ligados ao PCC.

O caso é considerado um dos mais relevantes da atual ofensiva contra as finanças da organização criminosa. Nos últimos anos, as forças de segurança passaram a concentrar esforços não apenas no combate ao tráfico de drogas e às ações operacionais da facção, mas também na identificação de empresas, investidores e operadores financeiros que poderiam contribuir para a circulação de recursos do grupo criminoso.

A denúncia apresentada pelo Ministério Público ainda será analisada pela Justiça, que decidirá se os acusados se tornarão réus no processo. As defesas dos investigados têm negado envolvimento com o PCC e contestam as conclusões da investigação. O caso segue em tramitação e pode gerar novos desdobramentos à medida que forem analisadas provas documentais, movimentações financeiras e eventuais ligações entre os denunciados.

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