Investigação sobre a falha na propaganda eleitoral
A equipe jurídica do senador Flávio Bolsonaro protocolou uma ação junto à 1ª Zona Eleitoral de Brasília solicitando a apuração rigorosa sobre a exibição de sua propaganda eleitoral gratuita, ocorrida na última segunda-feira (12), que foi transmitida sem áudio em diversas emissoras de televisão. O episódio, classificado pela campanha como um incidente estratégico, gerou questionamentos sobre a integridade do processo de transmissão do horário eleitoral.
Na representação, os advogados sustentam que a falha técnica atingiu justamente o momento em que o candidato pretendia rebater informações que classificou como falsas, especificamente sobre um suposto posicionamento acerca do título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. A defesa argumenta que o ocorrido pode configurar o crime previsto no artigo 331 do Código Eleitoral, que trata da perturbação de meio de propaganda lícito.
Contexto estratégico e impacto da transmissão
De acordo com a peça jurídica, a escolha da data não foi aleatória. O dia 12 de outubro, feriado nacional, representava uma oportunidade crucial para o candidato dialogar diretamente com o eleitorado católico e com as famílias brasileiras reunidas durante o almoço. A campanha enfatiza que o horário eleitoral gratuito é o único canal direto de comunicação em massa sem intermediários, tornando a falha do áudio um prejuízo significativo à estratégia de comunicação do PL.
A defesa destaca que nunca antes um programa eleitoral havia sido transmitido sem som, o que levanta suspeitas sobre a natureza do problema técnico. Embora não apresentem uma acusação formal direta, os advogados mencionam a EBC, estatal que integra o Pool de Mídia das Eleições 2026, e solicitam que o Estado investigue se houve dolo ou falha operacional deliberada, especialmente por o problema ter afetado apenas a fala de Flávio Bolsonaro.
Solicitações à Justiça e o papel do pool de emissoras
Para esclarecer os fatos, a campanha requer a identificação nominal de todos os técnicos de plantão no pool de emissoras no momento do incidente. Além disso, a petição solicita a oitiva dos operadores envolvidos e informações detalhadas sobre a fiscalização presencial realizada por servidores do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) durante a exibição do programa.
O pool de emissoras, responsável pela geração da propaganda, é composto por veículos como Globo, SBT, Band, Record, CNT, EBC, TV Câmara e TV Senado. A coordenação geral é dividida entre SBT e TV Senado, enquanto a estrutura e os equipamentos ficam sob responsabilidade da Globo. As equipes operam em escalas de revezamento e passam por treinamento prévio para evitar falhas técnicas dessa natureza.
Posicionamento da EBC e desdobramentos
Em nota oficial enviada à imprensa, a EBC negou qualquer participação ou responsabilidade na falha técnica. A estatal afirmou que o problema de áudio teria atingido todas as emissoras que retransmitiam o conteúdo naquele momento e classificou a movimentação jurídica da campanha como uma tentativa de perseguição política, refutando as insinuações sobre a gestão da empresa.
O caso segue sob análise da 1ª Zona Eleitoral de Brasília. O ConexRS continua acompanhando os desdobramentos desta investigação e os próximos passos da Justiça Eleitoral, mantendo o compromisso de levar aos nossos leitores informações apuradas, relevantes e contextualizadas sobre o cenário político nacional. Siga acompanhando nosso portal para atualizações sobre este e outros temas fundamentais para o país.
Fonte: redir.folha.com.br

