Campanha de Flávio Bolsonaro reage a fake news sobre Nossa Senhora Aparecida

Campanha de Flávio Bolsonaro reage a fake news sobre Nossa Senhora Aparecida

Política

A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) iniciou uma ofensiva jurídica e digital para conter os danos causados por uma notícia falsa que circula intensamente nas redes sociais. O boato, que ganhou tração nos últimos dias, afirma que o parlamentar teria a intenção de retirar o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida caso seja eleito. A desinformação gerou um desgaste imediato, forçando a equipe do candidato a mobilizar estratégias de contenção para evitar a perda de apoio entre o eleitorado religioso.

Impacto político e disputa religiosa

O conteúdo falso rapidamente se transformou em munição para adversários políticos, acirrando uma disputa religiosa que tem sido explorada por aliados do presidente Lula (PT). Entre os nomes que repercutiram o tema estão o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e a primeira-dama Janja. A exploração do boato por figuras de peso do governo federal elevou a temperatura da campanha, tornando o episódio um dos pontos críticos da corrida eleitoral em curso.

Aliados de Flávio Bolsonaro reconheceram nos bastidores que o senador sofreu um baque significativo na internet. A estratégia de defesa focou em desmentir categoricamente a narrativa, classificando-a como uma tentativa deliberada de manipular o sentimento dos eleitores católicos. O próprio candidato gravou vídeos na quinta-feira (24) e na sexta-feira (25) reforçando que não existe qualquer projeto ou intenção nesse sentido, qualificando a acusação como uma mentira sem fundamento.

Intervenção do TSE

Diante da rápida propagação da desinformação, a campanha recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O ministro André Mendonça atendeu ao pedido e determinou, nesta sexta-feira (25), a remoção imediata de publicações que tratem a notícia falsa como verídica. A decisão judicial foi além e ordenou que as plataformas digitais atuem de forma preventiva para impedir que o conteúdo continue circulando, classificando o boato como “notoriamente inverídico”.

A determinação impõe que os provedores de internet indisponibilizem o conteúdo, mesmo sem a necessidade de uma nova ordem judicial específica para cada postagem. Essa medida busca estancar a disseminação do boato antes que ele cause danos ainda maiores à imagem do candidato. A decisão reflete a postura rigorosa da Justiça Eleitoral no combate à desinformação durante o pleito de 2026, conforme detalhado em diretrizes do TSE.

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Fonte: redir.folha.com.br