Eleições no exterior: veja como votaram os brasileiros fora do país

Eleições no exterior: veja como votaram os brasileiros fora do país

Economia

Enquanto o segundo turno no Brasil foi marcado por turbulências após a prorrogação do horário de votação em duas horas, brasileiros que vivem no exterior já conhecem os resultados das urnas fora do país. Por conta da diferença de fuso horário, os primeiros votos dessas eleições foram registrados antes mesmo da abertura das seções eleitorais do Brasil.

Com 60,47% das urnas apuradas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa a reeleição, aparece com 59,67% dos votos válidos, somando 141.386 votos. Em segundo lugar, está Flávio Bolsonaro (PL), com 40,33%, totalizando 95.551 votos.

Parcial da votação e movimentação nas urnas

Os votos em branco somam 1,35%, o equivalente a 3.278 do total, enquanto os votos nulos chegam a 1,39%, representados por 3.387 eleitores. A votação no exterior respeita o horário local de cada região, com as seções abrindo às 8h e encerrando às 17h.

Desse modo, o processo eleitoral se estende por um total de 29 horas. Ele começa às 16h de sábado, no horário de Brasília, na Nova Zelândia, e termina no Canadá e nos Estados Unidos, às 21h de domingo.

Cidades e países com maior participação

As seções de São Francisco e Los Angeles, ambas nos Estados Unidos, além de Vancouver, no Canadá, figuram entre as últimas a serem abertas e encerradas por estarem quatro horas atrás do horário de Brasília. Neste ano, 918,8 mil eleitores que vivem fora do país estão aptos a ir às urnas, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Vale lembrar que os cidadãos no exterior votam exclusivamente para presidente.

Esses eleitores estão distribuídos em 186 cidades pelo mundo. O maior posto de votação individual fica em Lisboa, capital de Portugal, onde há 78 mil brasileiros registrados. A capital portuguesa aparece seguida por Boston, nos Estados Unidos, e Porto, também em Portugal.

Comparativo histórico e índice de abstenção

Em termos de nações, os Estados Unidos lideram com 265 mil eleitores registrados, seguidos por Portugal, que conta com 134 mil, e pelo Japão, com 88,3 mil. Na outra extremidade, tanto a Coreia do Norte quanto Bangladesh registram apenas um eleitor brasileiro cada.

Há quatro anos, 697 mil brasileiros ao redor do planeta estavam aptos a votar. O contingente cresceu mais de 30% desde o pleito anterior, alcançando a marca histórica máxima desde o início da computação desses dados em 2010.

Apesar do crescimento, o eleitorado no exterior enfrenta taxas expressivas de abstenção. No primeiro turno, 63% dos votantes registrados fora do Brasil deixaram de comparecer. Em 2022, esse índice ficou em 51%, ao passo que em 2018 e 2014 a abstenção atingiu a marca de 59%.