A Polícia Militar de São Paulo deteve cinco pessoas, neste domingo (25), por crimes eleitorais. A maioria dos registros ocorreu após eleitores fotografarem as urnas eletrônicas ou utilizarem aparelhos celulares dentro da cabine de votação, conduta estritamente proibida pela legislação brasileira para garantir o sigilo do voto. Além dessas ocorrências, o balanço policial incluiu um caso de desacato envolvendo um mesário e uma situação de apoio a um Oficial de Justiça durante o pleito.
O pleito deste domingo mobilizou milhões de cidadãos em todo o estado para a escolha do presidente da República em segundo turno. Como o estado de São Paulo concentra o maior colégio eleitoral do país, reunindo mais de 34,1 milhões de eleitores aptos — o equivalente a cerca de 21,4% do total nacional —, a fiscalização nas seções eleitorais foi intensificada pelas autoridades de segurança pública desde as primeiras horas da manhã.
Fiscalização rígida e flagrantes na capital e região metropolitana
Um dos flagrantes ocorreu na capital paulista, quando mesários identificaram e denunciaram um eleitor que registrava imagens de uma urna eletrônica na Rua Palmerina. Após a constatação do ato proibido, a imagem foi apagada do dispositivo e os envolvidos foram encaminhados ao 31º Distrito Policial para a elaboração de um termo circunstanciado.
Situações semelhantes foram registradas em outras cidades da região metropolitana e do interior paulista. Em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, uma eleitora foi flagrada utilizando um aparelho celular na cabine de votação situada na Rua Santo Antônio. Outro caso idêntico aconteceu em Osasco, onde uma pessoa foi conduzida ao 3º Distrito Policial após fotografar o equipamento de votação na Avenida Cruzeiro do Sul.
Ocorrências no interior e o impacto da lei eleitoral
No interior do estado, na cidade de Marília, o registro envolveu uma ocorrência de desacato a um mesário na Escola Municipal Professor Antônio Ribeiro. A atuação rápida dos mesários e das forças de segurança foi fundamental para conter os ânimos e manter a normalidade do processo democrático nas dependências dos locais de votação.
A polícia não forneceu maiores detalhes sobre quais seriam os demais casos ocorridos neste domingo de eleições, mas divulgou que também foram registradas outras duas ocorrências na cidade de São Paulo e outra na cidade de Guarantã. As autoridades reforçam que o uso de celulares, máquinas fotográficas ou qualquer outro dispositivo de gravação na cabine de votação compromete o sigilo do voto e constitui crime eleitoral sujeito a sanções penais previstas em lei. Para acompanhar todas as atualizações e detalhes oficiais sobre o pleito, acesse a cobertura completa da Agência Brasil.

