O domingo de votação em São Paulo começou com uma operação estratégica voltada à transparência do pleito. Desde as 8h, 33 urnas eletrônicas selecionadas para auditoria passaram pelo rigoroso teste de integridade, um procedimento técnico realizado em seções especiais na capital paulista. A iniciativa mobiliza cerca de 400 pessoas, entre servidores do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e voluntários, que acompanham de perto cada etapa da verificação.
Mecânica e segurança do processo de auditoria
Realizados há duas décadas, os testes de integridade funcionam como um espelho do sistema de votação oficial. O objetivo central é verificar se os votos digitados pelos eleitores voluntários nos equipamentos correspondem exatamente aos registros em cédulas de papel pré-preenchidas. O processo é registrado por câmeras e, após o encerramento da votação às 17h, ocorre a conferência final entre o total de votos físicos e os dados computados pela urna eletrônica.
O juiz eleitoral Francisco Shintate, integrante da comissão responsável pela auditoria, reforça a importância da prática para a confiança pública. “É uma demonstração de que o resultado que as urnas emitem ao final do período de votação corresponde aos votos que efetivamente foram lançados. Até hoje, em mais de 20 anos, o resultado sempre bateu em todo o Brasil”, afirmou o magistrado.
Locais de verificação e acesso público
A estrutura montada para este ano divide as 33 urnas auditadas em dois pontos estratégicos da cidade. A maior parte, composta por 30 equipamentos, está concentrada no Centro Cultural São Paulo, localizado na Rua Vergueiro, 1000, no bairro Paraíso. As outras três urnas estão alocadas na unidade da Universidade Paulista (Unip) Vergueiro, situada a poucos metros do local principal.
O teste ocorre fora do sistema oficial de votação, permitindo um monitoramento detalhado em ambiente controlado. A unidade instalada no Centro Cultural São Paulo permanece aberta para visitação pública durante todo o dia, permitindo que cidadãos acompanhem a lisura do procedimento. “O espaço é essencialmente para demonstrar a lisura do processo”, complementou Francisco Shintate.
A transparência nas eleições de 2026 segue como um pilar fundamental da Justiça Eleitoral, garantindo que o eleitor tenha segurança sobre o destino do seu voto. O ConexRS continua acompanhando o desenrolar da votação e os desdobramentos deste domingo decisivo, trazendo sempre informações apuradas e relevantes para o seu dia a dia.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

