Protestos marcam terceiro dia de apagão após temporal no Rio Grande do Sul

Protestos marcam terceiro dia de apagão após temporal no Rio Grande do Sul

DESTAQUES Rio Grande do Sul

O cenário de destruição deixado pelo temporal que atingiu o Rio Grande do Sul na última quinta-feira (6) deu lugar a uma onda de indignação popular. Três dias após o início dos estragos, moradores de diversas regiões do estado tomaram as ruas e rodovias neste domingo (9) para exigir o restabelecimento imediato da energia elétrica, serviço que ainda apresenta falhas críticas em vários municípios.

Bloqueios em rodovias refletem a frustração dos consumidores

A insatisfação com a demora na normalização do serviço culminou em manifestações ostensivas. Em Viamão, famílias de diferentes bairros, incluindo moradores de um assentamento e da região de Águas Claras, bloquearam a ERS-040 na altura do km 19. O protesto, iniciado por volta das 14h, causou impacto direto no fluxo de veículos, forçando a intervenção da Brigada Militar, que passou a alternar a liberação da pista a partir das 17h30.

Situação semelhante foi registrada no litoral norte. Em Arroio Teixeira, balneário de Capão da Canoa, dezenas de pessoas ocuparam a Estrada do Mar (ERS-389). Segundo o Comando de Polícia Rodoviária da Brigada Militar (CPRv-BM), o ato gerou bloqueio parcial, obrigando o desvio do tráfego no sentido Torres–Osório para vias internas. No sábado (8), o município de Tramandaí também foi palco de protestos, com moradores do Balneário Tiarajú fechando trechos da ERS-786.

Dados revelam dimensão da crise energética

Os números oficiais do sistema de monitoramento da CEEE Equatorial, atualizados às 21h42 deste domingo, ilustram a magnitude do problema. Naquele momento, cerca de 37.466 consumidores permaneciam sem luz em toda a área de concessão, com 2.715 interrupções ativas. O município de Santo Antônio da Patrulha concentrava o maior volume de problemas, com 18.058 clientes afetados.

Outras cidades também enfrentavam dificuldades severas, como Pelotas (3.972), Porto Alegre (2.939), Viamão (1.971) e Santa Vitória do Palmar (1.130). Para tentar conter os danos, a concessionária informou que mantém 483 equipes em campo trabalhando na rede elétrica.

Complexidade dos reparos e previsão de normalização

Em nota oficial, a CEEE Equatorial justificou a demora alegando que os trabalhos entraram em uma fase mais complexa. Segundo a empresa, as ocorrências atuais são mais dispersas e pontuais, exigindo procedimentos de segurança rigorosos e o uso de materiais específicos para estruturas de alta tensão severamente danificadas.

A concessionária afirmou que a expectativa é avançar na normalização do fornecimento ao longo desta segunda-feira (10). Contudo, a empresa ressalvou que casos de maior gravidade estrutural podem demandar um prazo adicional para a conclusão dos reparos. A situação segue sendo acompanhada de perto pelas autoridades e pela população, que busca respostas sobre a resiliência da infraestrutura elétrica frente aos eventos climáticos extremos que se tornam cada vez mais frequentes no Rio Grande do Sul.

O Conexrs segue monitorando os desdobramentos da crise energética e os impactos dos temporais na rotina dos gaúchos. Continue acompanhando nosso portal para informações atualizadas, análises aprofundadas e uma cobertura jornalística comprometida com a transparência e a relevância para o seu dia a dia.

Fonte: agorars.com