Ex-assessor de Bolsonaro, Victorio Galli já tentou retirar título de padroeira do Brasil

Ex-assessor de Bolsonaro, Victorio Galli já tentou retirar título de padroeira do Brasil

Política

Histórico de polêmicas e a trajetória política de Victorio Galli

O ex-deputado federal Victorio Galli (MT), figura conhecida por posições conservadoras no cenário político mato-grossense, voltou ao centro das atenções devido a um projeto de lei de sua autoria apresentado em 2007. Na época filiado ao MDB, o parlamentar propôs a revogação do título de Padroeira do Brasil concedido a Nossa Senhora Aparecida. A iniciativa, que gerou controvérsia à época, acabou sendo arquivada no ano seguinte, mas o tema ressurge periodicamente em debates sobre a laicidade do Estado e a influência religiosa na política nacional.

A relevância do fato ganha contornos atuais devido à trajetória recente de Galli no Poder Executivo federal. Após não conseguir a reeleição em 2018, o ex-deputado foi nomeado em 2019 para um cargo de assessor especial na Casa Civil, sob o comando do então ministro Onyx Lorenzoni, durante o governo de Jair Bolsonaro. Essa ligação direta com a gestão bolsonarista tem sido explorada em redes sociais, onde internautas tentam vincular, por vezes erroneamente, propostas antigas de parlamentares a figuras centrais da direita atual.

Repercussão nas redes e esclarecimentos

Recentemente, mensagens circularam intensamente nas redes sociais associando a proposta de revogação do título de padroeira ao senador Flávio Bolsonaro (PL). O parlamentar reagiu prontamente às alegações, negando qualquer intenção de alterar o status de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do país. A confusão digital ilustra como pautas antigas e descontextualizadas podem ser resgatadas para alimentar o debate político polarizado, exigindo dos eleitores um olhar mais atento à veracidade das informações compartilhadas.

Condenações judiciais e declarações controversas

A passagem de Victorio Galli pela esfera pública não foi marcada apenas por suas propostas legislativas, mas também por episódios de embates judiciais. O ex-deputado foi exonerado de seu cargo na Casa Civil meses após sua nomeação, em decorrência de uma condenação judicial. A Justiça determinou que ele pagasse uma indenização de R$ 100 mil por falas consideradas preconceituosas contra a população homossexual.

A ação, movida pela Defensoria Pública de Mato Grosso, teve origem em uma entrevista concedida pelo político a uma rádio local. Na ocasião, Galli afirmou que personagens da Disney, como o Mickey, faziam apologia ao homossexualismo através de mensagens subliminares destinadas às crianças. O episódio reforçou o perfil de atuação do ex-deputado, que, apesar de não ter sido eleito em 2022, mantém sua presença no cenário político como candidato a deputado federal pelo PP.

O ConexRS segue acompanhando os desdobramentos da política nacional, mantendo o compromisso com a apuração rigorosa e o contexto necessário para que você compreenda os bastidores do poder. Para continuar recebendo informações relevantes e análises aprofundadas sobre o que acontece no Brasil, acompanhe nossas atualizações diárias e assine nossa newsletter.

Fonte: redir.folha.com.br