Exportações de carne suína mantêm alta e superam 1,1 milhão de toneladas em 2026

Exportações de carne suína mantêm alta e superam 1,1 milhão de toneladas em 2026

Geral

O setor de proteína animal do Brasil consolidou um desempenho positivo nos primeiros nove meses de 2026. De acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), as exportações de carne suína atingiram a marca de 1,192 milhão de toneladas entre janeiro e setembro. O volume representa um crescimento de 6,2% em comparação ao mesmo período de 2025, quando o país embarcou 1,122 milhão de toneladas.

Dinâmica do mercado internacional e desafios em setembro

Apesar do saldo positivo acumulado no ano, o mês de setembro apresentou um cenário de retração pontual. Os embarques somaram 135 mil toneladas, uma queda de 11% frente às 151,6 mil toneladas registradas no mesmo mês do ano anterior. A receita cambial também acompanhou esse movimento, recuando 21,5% e totalizando US$ 289,3 milhões, pressionada por uma base de comparação elevada e pela oscilação dos preços médios no mercado internacional.

Ricardo Santin, presidente da ABPA, contextualizou o resultado mensal ao observar que o setor enfrenta pressões externas, mas mantém a resiliência. “O desempenho acumulado segue positivo, com médias mensais que se mantêm acima da casa das 130 mil toneladas”, pontuou. O executivo destacou que a estratégia de diversificação de destinos tem sido fundamental para mitigar riscos e sustentar o fluxo comercial.

Diversificação de destinos e novos mercados

A pauta exportadora brasileira tem demonstrado força na conquista de novos consumidores e no fortalecimento de parcerias estratégicas. As Filipinas, embora tenham registrado queda em setembro, mantiveram a liderança nas compras. Em contrapartida, o Brasil celebrou avanços significativos em mercados como o Japão, que importou 15,916 mil toneladas (alta de 38,9%), e o Chile, com um salto expressivo de 72% no volume, totalizando 14,431 mil toneladas.

Outro ponto de destaque é a expansão em mercados regionais e emergentes. A Argentina ampliou suas importações em 73,8%, enquanto o Peru dobrou suas compras, com alta de 104,6%. Além disso, a abertura recente do mercado da Malásia já apresenta resultados práticos, com o envio de 1,918 mil toneladas no mês, reforçando a estratégia de ampliar a presença da carne suína brasileira em diferentes continentes.

Impacto regional na produção brasileira

O setor suinícola reflete a força da agroindústria no Sul do país, que lidera o volume de embarques. Santa Catarina permanece na ponta, com 64,479 mil toneladas exportadas em setembro, seguida pelo Rio Grande do Sul, com 33,779 mil toneladas, e pelo Paraná, com 22,737 mil toneladas. Embora tenha havido uma retração pontual na comparação anual nestes estados, a produção se mantém robusta.

Minas Gerais, por outro lado, destoou do movimento nacional ao registrar um crescimento de 19,4% nos embarques, totalizando 3,477 mil toneladas. Esse cenário mostra que, apesar dos desafios logísticos e de mercado, o Brasil segue como um dos principais players globais na oferta de proteína suína, com a ABPA projetando um encerramento de ano próximo a 1,2 milhão de toneladas.

O ConexRS segue acompanhando de perto os movimentos do agronegócio e os impactos da balança comercial na economia brasileira. Continue conosco para se manter informado sobre os desdobramentos do mercado de exportações e outros temas que movimentam o país.

Fonte: canalrural.com.br