Exportações para União Europeia sobem 4% após início do acordo Mercosul-ue

Exportações para União Europeia sobem 4% após início do acordo Mercosul-ue

Geral

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, destacou nesta segunda-feira (10) o desempenho positivo da balança comercial brasileira com o bloco europeu. Durante a abertura do 25º Congresso Brasileiro do Agronegócio, promovido pela Abag, o vice-presidente afirmou que as exportações brasileiras registraram um crescimento de quase 4% nos primeiros 60 dias de vigência provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.

Impacto do acordo Mercosul-UE no comércio exterior

O avanço nas vendas externas é visto pelo governo como um indicador da relevância da parceria comercial. Segundo Alckmin, a implementação do acordo tem sido um pilar importante para que o Brasil alcance recordes de exportação, mesmo em um cenário global marcado por tensões comerciais e desafios logísticos. O dado reforça a tese de que a abertura de mercados é estratégica para o escoamento da produção nacional.

Desafios sanitários e barreiras comerciais

Apesar do otimismo com os números, o setor agropecuário enfrenta um momento de tensão. O vice-presidente alertou para a existência de um “protecionismo escondido” por parte de algumas nações, que utilizam exigências sanitárias como barreira para produtos brasileiros. O tema é central, especialmente após a decisão do bloco europeu de suspender, a partir de 3 de setembro, a autorização para importação de carnes bovina e de frango do Brasil.

A justificativa europeia baseia-se na necessidade de maior comprovação sobre o controle de antimicrobianos na pecuária brasileira. Em resposta, o governo brasileiro tem reforçado suas estruturas de fiscalização. Alckmin pontuou que cerca de mil colaboradores foram capacitados para intensificar o controle sanitário, um esforço de revitalização que não ocorria há 18 anos.

Status sanitário e negociações internacionais

O Brasil defende a qualidade de seu produto, destacando conquistas importantes, como a condição de país exportador de carne sem vacinação contra a febre aftosa. Além disso, o governo ressalta o controle eficiente de focos de influenza aviária, que foram debelados em um curto intervalo de 28 dias. Essas credenciais são utilizadas nas mesas de negociação para tentar reverter as restrições impostas pelos europeus.

Além da relação com a Europa, o governo mantém o foco nas tratativas com os Estados Unidos. Alckmin reforçou que o Brasil mantém o compromisso com o diálogo e não pretende abandonar as negociações, apesar do impacto significativo que as restrições atuais exercem sobre 15% das exportações do setor. A indústria nacional, segundo o vice-presidente, segue em busca de soluções que equilibrem as exigências internacionais com a competitividade do produto brasileiro.

O Conexrs segue acompanhando de perto os desdobramentos das relações comerciais brasileiras e o impacto dessas decisões no agronegócio nacional. Continue conectado ao nosso portal para informações precisas, análises aprofundadas e o contexto completo sobre os temas que movem a economia e o desenvolvimento do país.

Fonte: canalrural.com.br