A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) afirmou, em comunicado divulgado nesta terça-feira (26), que respeitar a decisão soberana do eleitorado é um pilar fundamental da democracia brasileira. A manifestação oficial da entidade ocorreu após o desfecho do segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25), que marcou a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o comando do país.
No posicionamento público, a direção da Faesp avaliou que o resultado das urnas trouxe recados claros que precisam ser considerados de perto pelo governo eleito nos próximos anos. A federação destacou que aproximadamente 49% da população manifestou nas urnas o desejo por caminhos alternativos, exigindo maior responsabilidade fiscal, eficiência na gestão pública e segurança jurídica. Além disso, o documento chamou a atenção para a parcela expressiva de eleitores que optou pela abstenção, além dos votos nulos e brancos registrados no pleito.
Diálogo democrático e responsabilidade social
O presidente da Faesp, Tirso Meirelles, pontuou na nota oficial que a construção e a manutenção da democracia exigem constante cuidado, disposição ao diálogo e aperfeiçoamento diário por parte de todas as lideranças. Segundo ele, o processo democrático só se consolida de fato quando há um compromisso genuíno voltado ao atendimento das necessidades da totalidade da sociedade brasileira, independentemente de posições partidárias.
A entidade declarou que o setor produtivo e o agronegócio paulista continuarão desempenhando seu papel institucional na defesa intransigente de pautas econômicas e estruturais consideradas vitais. Para o campo, a estabilidade institucional anda de mãos dadas com a previsibilidade para investimentos de médio e longo prazo.
Prioridades econômicas e tributárias do setor
Entre os pontos principais destacados pela federação estão frentes cruciais para o desenvolvimento do ambiente de negócios no interior paulista:
- O combate rigoroso aos excessos tributários, com foco na simplificação e na justiça fiscal.
- A busca por mecanismos que evitem qualquer tipo de aumento de carga para quem produz.
- A redução dos custos financeiros por meio de condições macroeconômicas sólidas.
- O controle efetivo dos gastos públicos e a garantia da segurança jurídica e da propriedade.
Com essa manifestação, o setor agropecuário busca influenciar diretamente a agenda econômica nacional, pontuando que o crescimento do país depende de reformas estruturais que protejam o produtor e estimulem a competitividade internacional dos produtos brasileiros.

