A reta final da Copa Libertadores da América ganhou um novo capítulo fora das quatro linhas. O Flamengo protocolou uma reclamação oficial junto à Conmebol contra o Estudiantes, alegando a utilização irregular do zagueiro Marcos Rojo durante o jogo de volta das semifinais do torneio continental. A equipe brasileira acabou eliminada pelo clube argentino na disputa por pênaltis, perdendo a chance de disputar a decisão comandada pelo técnico Leonardo Jardim.
A controvérsia em torno da inscrição do defensor ganhou força devido aos trâmites de sua transferência recente. O jogador entrou em conflito com o presidente do Racing Club, Diego Milito, após o fechamento da janela de transferências, na tentativa de rescindir seu vínculo. Sem sucesso nessa investida, o ex-atleta do Sporting acabou fechando com o Estudiantes, que precisava de reposição urgente após perder sua dupla de zaga titular por motivos disciplinares para o confronto decisivo contra o clube carioca.
A disputa jurídica e a decisão do Tribunal Arbitral do Esporte
Para viabilizar a contratação, o Estudiantes desembolsou cerca de 450 mil euros, quantia que pode subir com metas atingidas. No entanto, a Conmebol barrou inicialmente a inscrição do atleta de 36 anos na competição continental, entendendo que a lesão de Gabriel Neves não preenchia os requisitos para abrir uma vaga extra excepcional. Diante do veto, o clube de La Plata recorreu ao Tribunal Arbitral do Esporte (CAS), que atendeu ao pleito dos argentinos, gerando divergências de interpretação jurídica apontadas pelo portal ge.
O Flamengo sustenta que, apesar da decisão favorável do CAS, a entidade sul-americana não emitiu a autorização formal necessária para a utilização do atleta em campo. Sob essa ótica, a diretoria rubro-negra aponta violação direta do regulamento e invoca o artigo 19 do Código Disciplinar da Conmebol. A regra estabelece que equipes consideradas culpadas por escalações irregulares podem ser punidas com a derrota por 3 a 0 na partida contestada.
Impacto na final e próximos passos da entidade
Como o primeiro duelo das semifinais terminou empatado sem gols no Estádio Jorge Luis Hirschi, uma eventual punição administrativa com placar de 3 a 0 no Maracanã reverteria o resultado da eliminatória. Isso colocaria o time brasileiro na decisão da Copa Libertadores da América, frustrando os planos do Estudiantes e recolocando o técnico Leonardo Jardim na rota do título continental que será decidido no Estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai.
A decisão final agora está nas mãos dos órgãos disciplinares da Conmebol, que precisam avaliar o impacto jurídico da decisão do CAS frente ao regulamento interno da competição. Enquanto isso, o Palmeiras, treinado por Abel Ferreira, aguarda o desfecho nos bastidores para conhecer seu adversário definitivo na grande final marcada para o final de novembro.

