O senador e candidato à presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, intensificou sua agenda de campanha neste domingo (11) em São Paulo. Em um encontro estratégico realizado no centro da capital paulista, na região do Vale do Anhangabaú, o presidenciável reuniu prefeitos e vereadores da Grande São Paulo para consolidar apoios fundamentais na reta final da disputa eleitoral.
O evento contou com a presença de figuras centrais da política paulista, como o governador Tarcísio de Freitas e o prefeito da capital, Ricardo Nunes. A mobilização reflete a importância do estado de São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, na estratégia do PL para reverter o cenário do segundo turno e atrair o eleitorado indeciso ou insatisfeito com a atual gestão federal.
Estratégia econômica e críticas ao governo
Durante seu discurso aos aliados, Flávio Bolsonaro concentrou suas críticas na política econômica do atual governo. O candidato utilizou a oscilação recente dos juros futuros como um dos pilares de sua narrativa de campanha, argumentando que a simples expectativa de mudança no comando do Palácio do Planalto já teria gerado reações positivas no mercado financeiro.
“Só quando a gente virou na frente do primeiro para o segundo turno, a taxa de juros futuro já caiu 1%”, afirmou o senador. Segundo o candidato, cada ponto percentual de redução na taxa de juros representaria uma economia de cerca de R$ 100 bilhões no orçamento público, espaço que ele pretende utilizar para viabilizar suas promessas de campanha sem comprometer o equilíbrio das contas.
Compromissos com a área social
Em meio às discussões sobre cortes de gastos, o candidato buscou tranquilizar o eleitorado mais vulnerável. Pelas redes sociais e durante o evento, Flávio Bolsonaro negou que pretenda reduzir investimentos em programas de transferência de renda, como o Bolsa Família e o BPC (Benefício de Prestação Continuada). O senador reforçou a promessa de valorização dos aposentados, garantindo reajustes acima da inflação.
O discurso de austeridade, contudo, é acompanhado pela promessa de uma gestão técnica. O candidato reiterou que, com a equipe econômica que pretende apresentar, será possível identificar desperdícios e combater a corrupção, o que, em sua visão, permitiria uma queda ainda mais acentuada das taxas de juros, estimada por ele entre 2% e 4%.
Antecedentes e debate orçamentário
A proposta de ajuste fiscal de Flávio Bolsonaro enfrenta questionamentos baseados no histórico do governo de seu pai, Jair Bolsonaro. Durante o mandato anterior, medidas como a alteração no BPC e a substituição do Bolsa Família pelo Auxílio Brasil foram alvos de críticas e auditorias, incluindo apontamentos do Tribunal de Contas da União sobre riscos de irregularidades.
Outro ponto de atenção no debate público é a proposta orçamentária de 2023, enviada ao Congresso em 2022, que previa cortes significativos no programa Farmácia Popular. Embora a redução não tenha sido concretizada devido à intervenção do Legislativo, o episódio permanece como um dos principais argumentos da oposição ao discutir a priorização de gastos sociais em um eventual governo do PL.
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Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

