Comércio eletrônico em compras federais é regulamentado

Governo regulamenta comércio eletrônico para compras públicas

DESTAQUES

O governo federal oficializou nesta segunda-feira (24) a regulamentação do uso de plataformas de comércio eletrônico para aquisições públicas de produtos e serviços padronizados.

H2 O funcionamento do Sistema de Compras Expressas H3 Simplificação e agilidade nas contratações

Assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o decreto institui as diretrizes do Sistema de Compras Expressas (Sicx). A iniciativa foi desenhada para agilizar os processos contratuais e facilitar a entrada de companhias interessadas em fornecer para o setor público.

A estratégia consiste em permitir que os fornecedores utilizem as mesmas ferramentas digitais já empregadas em suas rotinas comerciais privadas para atender a administração federal. A expectativa oficial é aproveitar a infraestrutura tecnológica privada para cortar custos e eliminar burocracias excessivas. A medida será veiculada no Diário Oficial da União.

H2 Credenciamento digital permanente e desburocratização H3 Inovações no cadastro de fornecedores

O modelo estabelece um sistema de credenciamento digital contínuo, conectado ao Registro Cadastral Unificado (RCU). Com essa integração, o registro valerá para múltiplos processos no âmbito do Sicx, eliminando a exigência de reenvio de documentação a cada nova disputa.

A implementação oficial do RCU está programada para o último trimestre de 2026. A ferramenta está atrelada à Estratégia Nacional de Contratações Públicas para o Desenvolvimento Sustentável (ENCP), cujo objetivo é impulsionar a economia interna e incentivar práticas sustentáveis por meio do poder de compra estatal.

H2 Ampliação de oportunidades para microempreendedores H3 Novas adesões ao programa Contrata+Brasil

Em paralelo ao Sicx, o governo reformulou o Contrata+Brasil, canal digital que conecta Microempreendedores Individuais (MEIs) a órgãos estatais em busca de serviços de menor escala.

O sistema passou a contar com a participação formal de autarquias, empresas estatais e companhias públicas, a exemplo de Petrobras, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Correios e INSS. Pastas ministeriais como Saúde, Educação e Defesa já integravam a iniciativa. Atualmente, a base abrange oportunidades voltadas a MEIs de 272 ramos de atuação diferentes.

H2 Estímulo à economia local e escolar H3 Recursos do PDDE e inclusão produtiva

Uma das frentes prioritárias é incentivar a utilização do sistema em aquisições realizadas por colégios públicos com verbas repassadas pelo Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). Cerca de 109 mil instituições de ensino recebem esses valores, o que deve abrir portas para prestadores locais de pequeno porte.

O país conta com 13,7 milhões de MEIs ativos, mas o volume que efetivamente negocia com o Estado ainda é baixo. Levantamentos do Sebrae apontam que 51,6% dos autônomos desejam vender para o governo, embora apenas 13,6% tenham concretizado transações do tipo.

H2 Passo a passo para fornecedores H3 Como o microempreendedor pode vender ao Estado

Para participar, o profissional autônomo deve acessar a ferramenta utilizando sua conta unificada Gov.br, atualizar seus dados cadastrais e detalhar os serviços prestados. Na sequência, é possível buscar demandas geolocalizadas e submeter propostas comerciais detalhando valores e prazos.

Caso seja selecionado, o empreendedor pode ser contratado de forma direta pela repartição interessada, dispensando a burocracia de editais complexos. O acesso está liberado no portal oficial do programa.