Promovido pelo Sistema FIERGS, evento realizado no Centro de Eventos apresentou caminhos práticos para a inserção das marcas no comércio exterior
Conectar o setor produtivo ao mercado exterior foi o objetivo central das atividades realizadas no Centro de Eventos FIERGS, nesta terça-feira (11). O evento Inspire Export, realizado pelo Sistema FIERGS com apoio da Apex Brasil e do Sebrae-RS, atuou como hub dinâmico de conexões para as indústrias gaúchas que almejam o mercado global, unindo em um só lugar instituições que oferecem suporte especializado em comércio exterior e empresas com experiência internacional. A programação permitiu aos participantes conhecerem as trajetórias de empresas gaúchas que já percorreram diferentes etapas do processo de internacionalização, compartilhando desafios, resultados e aprendizados.
Para o coordenador do Conselho de Comércio Exterior (Concex) da FIERGS, Aderbal Lima, a internacionalização é, cada vez mais, um elemento estratégico para a competitividade da indústria. “Acessar novos mercados significa ampliar oportunidades de negócios, diversificar, aproximar-se de novos consumidores e, também, estar exposto a novos padrões de inovação e eficiência”, apontou. “Internacionalizar não deve ser visto apenas como uma alternativa para ampliar vendas, mas como parte de uma estratégia de competitividade, diversificação e fortalecimento dos negócios”, complementou Lima, lembrando que a questão se torna ainda mais relevante diante de um cenário internacional marcado por transformações nas relações comerciais.
TRAJETÓRIAS DE INTERNACIONALIZAÇÃO
No primeiro painel, a fundadora e CEO da Mon Jullí, Juliana Montagner, e o fundador e CEO da Robustec, Antonio Pasa Junior, abordaram a internacionalização como vetor de competitividade e ampliação de mercado. Pasa afirmou que, para ter sucesso, é preciso consciência de que as empresas atuam em um mercado globalizado. “Nesse mundo tão competitivo, alguns valores são fundamentais, como estar próximos do cliente, prestar um bom serviço acima de tudo e buscar sempre o aprimoramento”, destacou.
O posicionamento foi reforçado por Juliana, que teve a internacionalização como o princípio desde a concepção da Mon Jullí, enquanto fazia um MBA na Itália. “A ideia sempre foi levar a erva-mate para o mundo”, explicou a fundadora da empresa pioneira na produção de chás com o broto da planta.
O aproveitamento de recursos e as parcerias para acelerar a promoção comercial foram temas discutidos durante o segundo painel, que contou com a presença do gerente de exportação da Termolar, Elias Kerpen, e do coordenador de inovação da Erva-Mate Elacy, Miguel Heck. A trajetória de exportação da Elacy começou por conta da necessidade de um cliente uruguaio, relatou Heck. “É essencial ter a coragem e o brio de arriscar, assim como acreditar que o produto pode agregar em outras culturas e outros mercados”, afirmou, destacando a importância da presença em feiras internacionais. Hoje, por conta do investimento contínuo no desenvolvimento de parceiros ao redor do globo, a Elacy exporta para mercados pouco conhecidos pela maioria dos brasileiros, como a Síria.
Para Kerpen, representante da tradicional empresa de produtos térmicos, estar inserido em iniciativas e programas de fomento à internacionalização, como os promovidos pelo Sistema FIERGS e pela Apex, é essencial. “Esses programas fomentam muito a busca por novas parcerias e novos mercados, ajudando a entender onde o produto é mais competitivo e terá maior aderência para consumo”, pontuou, reforçando que a persistência em frequentar esses ambientes é fundamental.
Fechando o ciclo de debates, o diretor da Incocil, Marcus Roberto Jung, e o diretor da Linea Bella, Ronie Fagundes, abordaram como entrar e disputar o mercado internacional. Jung, representante da empresa de desenvolvimento e fabricação de cilindros hidráulicos, apresentou a trajetória do negócio, assim como a inserção no mercado externo por meio de programas de qualificação. “Logo após participar dos programas, realizamos a primeira exportação”, afirmou, destacando a importância de ir a campo e prospectar clientes.
Já Fagundes, representante da Linea Bella, empresa de Novo Hamburgo focada em acessórios em couro, explicou que a participação em feiras impulsionou a expansão internacional. “O conhecimento do nosso material ajudou a construir exatamente o produto que o cliente busca. Foi o caso da nossa primeira venda para a Inglaterra, onde o comprador já adquiria sapatos da região e queria bolsas do mesmo couro”, compartilhou o diretor.
O evento contou ainda com palestra da especialista da Gerência de Comércio Exterior do Sistema FIERGS, Marina Finestrali. Ela abordou como escolher os destinos de acordo com as potencialidades, a atuação e o segmento dos negócios, compartilhando estratégias de sucesso e boas práticas no âmbito.
Fonte: Fiergs
