Ações da JBS podem subir até 41% apesar de balanço fraco no terceiro trimestre

Ações da JBS podem subir até 41% apesar de balanço fraco no terceiro trimestre

Economia

A JBS (JBSS32) caminha para apresentar resultados pressionados no terceiro trimestre de 2026 (3T26). No entanto, a perspectiva de recuperação da carne bovina nos Estados Unidos e de melhora gradual nos números mantém o otimismo das instituições financeiras com os papéis da companhia.

Grandes nomes do mercado financeiro mantêm recomendação de compra para os ativos. Para mais detalhes sobre o cenário econômico, consulte a B3 e acompanhe as análises setoriais.

Projeções e expectativas do mercado financeiro

O BTG Pactual projeta Ebitda ajustado de US$ 1,28 bilhão no terceiro trimestre, representando uma queda de 30% na comparação anual, com margem de 5,5%. Já a XP Investimentos estima Ebitda de US$ 1,3 bilhão, margem de 5,8% e receita de US$ 22,8 bilhões para o período.

Para o Itaú BBA, o Ebitda consolidado também deve rondar os US$ 1,3 bilhão, ficando abaixo das expectativas gerais do mercado. A divulgação oficial do balanço está agendada para 9 de novembro, logo após o encerramento das bolsas.

Fatores de pressão operacional e custos

A pressão sobre os números surge de diferentes frentes geográficas e operacionais. No Brasil e na Austrália, o esgotamento das cotas chinesas de importação afeta diretamente volumes, preços realizados e margens, enquanto os custos do gado permanecem elevados.

As operações de aves e suínos enfrentam uma fase de normalização da rentabilidade após períodos mais favoráveis. A Pilgrim’s Pride tende a sofrer com a maior oferta de frango nos Estados Unidos, ao passo que a Seara deve registrar compressão sequencial de margens.

Otimismo e perspectivas para a JBS

Apesar do cenário desafiador de curto prazo, o ciclo de revisões negativas pode ter ficado para trás segundo analistas. A recuperação operacional da carne bovina norte-americana surge como o principal contraponto positivo para o futuro.

O Itaú BBA destaca potencial de valorização expressivo para os papéis até 2027, impulsionado pela estratégia de inclusão em índices de mercado e pela melhora da rentabilidade consolidada ao longo dos próximos trimestres.