Nova fase na gestão de ativos rodoviários
A gestora JiveMauá oficializou sua entrada no controle da Rota Verde, em Goiás, marcando um movimento estratégico decisivo em sua trajetória. A operação, que envolveu a conversão de uma dívida da antiga concessionária, a Azevedo & Travassos, em participação acionária, representa a estreia da companhia em equity no setor de infraestrutura. Com a aprovação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a gestora agora detém 80% da concessão.
O movimento não é isolado. Diego Fonseca, CFO e COO da JiveMauá, reforçou que a experiência adquirida com a Rota Verde serve como base para uma expansão mais robusta no setor. A empresa, que já possuía histórico em infraestrutura através de fundos de crédito listados, agora busca consolidar sua presença como controladora de ativos estratégicos, sem descartar a participação em futuros leilões.
Superação de desafios e foco em novas oportunidades
A transição para o controle da Rota Verde ocorreu em um cenário complexo. A JiveMauá havia aportado R$ 400 milhões para financiar a parte de equity da Azevedo & Travassos, que arrematou o projeto em um leilão realizado em dezembro de 2024. Entretanto, a situação mudou após a aquisição da construtora pela Reag e o posterior desenrolar da Operação Carbono Oculto, deflagrada pela Polícia Federal, que trouxe instabilidade ao projeto.
Após negociações com o Governo e a construtora Tecpav, sócia minoritária, a JiveMauá assumiu o comando. Bernardo Guterres, responsável por crédito estruturado, comparou o processo a uma parada técnica necessária. Segundo ele, a operação já começou a ser monitorada de perto há cerca de um mês, com resultados que confirmam a viabilidade do ativo e a assertividade da estratégia de transição para o controle acionário.
Expansão para além das rodovias
O plano de crescimento da JiveMauá para os próximos meses é ambicioso e diversificado. A gestora já analisa dois projetos rodoviários no Centro-Oeste que devem ter editais publicados ainda este ano. Além das estradas, a companhia mira setores como data centers e energia, buscando atuar de forma holística no mercado de infraestrutura.
No segmento elétrico, a JiveMauá avalia financiar o equity para investidores vencedores do leilão de capacidade de março, além de oferecer soluções para geradores eólicos e solares que enfrentam problemas de curtailment. A expectativa é que, nos próximos três a seis meses, a gestora consiga concretizar novos investimentos, aproveitando a proximidade com credores e o conhecimento técnico acumulado na resolução de situações de stress financeiro.
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Fonte: braziljournal.com
