O vereador João Jorge (MDB), atual vice-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, oficializou sua candidatura para assumir o comando da Casa a partir do ano que vem. A eleição da Mesa Diretora está agendada para o dia 15 de dezembro, movimentando os bastidores políticos da capital paulista.
Embora a posição seja um desejo antigo do parlamentar, o plano encontrava resistência por causa da oposição exercida pelo ex-vereador Milton Leite (União). No entanto, a prisão de Leite em 18 de setembro alterou significativamente o tabuleiro político, enfraquecendo o principal obstáculo que travava as ambições de Jorge.
Articulações políticas e apoios estratégicos
Para viabilizar o projeto, o candidato já garantiu o respaldo do prefeito Ricardo Nunes (MDB) e do atual presidente da Câmara, o vereador Ricardo Teixeira (União). As negociações ocorrem em meio a um cenário de divisão na Casa, onde o parlamentar busca consolidar alianças inclusive dentro da bancada do União.
As maiores bancadas da Casa — MDB, PL e União — contam com sete vereadores cada, ficando atrás apenas do PT, que possui oito cadeiras. Essa configuração exige diálogo constante e construção de consensos para assegurar a maioria necessária na votação de dezembro.
“Comecei a me articular no dia seguinte ao segundo turno. Já iniciei contatos com vereadores e bancadas. Ainda temos que resolver a questão do PL e o Isac”, afirmou João Jorge, segundo informações divulgadas pelo portal Folha de S.Paulo.
Desafios na base e histórico na gestão
Apesar do apoio do prefeito, a disputa enfrenta concorrência dentro da própria base aliada. O vereador e presidente do PL em São Paulo, Isac Félix, declarou que a bancada de seu partido lançará um candidato próprio para a presidência.
Mesmo tendo deixado a vereança em 2024, Milton Leite exerceu forte influência na eleição anterior da Mesa Diretora, costurando um acordo com o MDB para garantir o comando ao União em troca de apoio à reeleição de Ricardo Nunes.
Com trajetória legislativa iniciada em 2016, João Jorge acumulou experiência ao atuar como líder do governo durante as gestões de João Doria e Bruno Covas, além de ter exercido o cargo de secretário municipal da Casa Civil.

