Cenário externo e pesquisas eleitorais elevam juros longos na sexta-feira

Cenário externo e pesquisas eleitorais elevam juros longos na sexta-feira

Geral

Os juros futuros médios e longos registravam leve alta na manhã desta sexta-feira (23), em meio à repercussão de pesquisas eleitorais e ao avanço de variáveis externas. No mercado local, os investidores acompanhavam uma bateria de levantamentos sobre a disputa presidencial de domingo. Ao mesmo tempo, o juro curto operava estável, apesar da desaceleração do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) em outubro.

Impacto das pesquisas eleitorais na curva de juros

As pesquisas eleitorais divulgadas até o início da manhã incluíam Datafolha, Vox Brasil, Real Time Big Data e Alfa Inteligência. Segundo a leitura do mercado, os levantamentos mostraram uma disputa acirrada, sem definição clara sobre quem pode vencer a eleição presidencial no domingo. Essa incerteza política costuma gerar volatilidade nos ativos financeiros locais.

Desaceleração do IPCA-15 e reação do mercado

No campo da inflação, o IPCA-15 subiu 0,32% em outubro, após avanço de 0,70% em setembro. O resultado ficou abaixo do piso das estimativas do Projeções Broadcast, que apontava alta de 0,37%. Mesmo com esse dado mais fraco de inflação, a cautela doméstica foi reforçada pelo ambiente externo.

Influência do cenário externo e taxas dos DIs

O mercado também acompanhava a alta do petróleo, a elevação dos rendimentos dos Treasuries e a leve valorização do dólar frente ao real. Às 9h10, a taxa de depósito interfinanceiro (DI) marcava 13,501%, ante 13,496% no ajuste anterior. Entre os vencimentos mais longos, o contrato para janeiro de 2029 subia para 12,690%, de 12,664%.

Fechamento da abertura dos negócios

Já o DI para janeiro de 2031 avançava para 12,695%, ante 12,665% no ajuste de quinta-feira. Na abertura dos negócios desta sexta-feira (23), o mercado de juros combinava estabilidade nos contratos curtos com alta moderada nos vencimentos médios e longos, em um cenário influenciado pelas pesquisas eleitorais, pelo IPCA-15 de outubro e pelo movimento de petróleo, Treasuries e dólar.