O agora presidente reeleito Lula (PT) deverá fazer remanejamentos no primeiro escalão de seu governo ao longo das próximas semanas. Na análise de petistas ouvidos pela Folha de S.Paulo, haverá dificuldade devido a derrotas de seu grupo político nos estados: muitos dos aliados de peso ficaram sem mandato, e abrigá-los todos em cargos de destaque no Executivo pode ser inviável.
articulacao politica e novos nomes na esplanada
O senador Camilo Santana (PT-CE), que foi ministro da Educação no atual mandato de Lula, é o principal cotado para assumir a Casa Civil. Guilherme Boulos pode continuar na Secretaria Geral, mas também é especulada uma mudança para a pasta das Cidades.
Os ministros Wellington Dias (Desenvolvimento Social), Vinícius Carvalho (CGU) e Wellington César (Justiça) podem deixar o governo. Dias, especificamente, tem mandato de senador. A saída dele do Executivo e sua consequente volta ao Senado fortaleceria a bancada governista na Casa, onde o bolsonarismo ganhou espaço na eleição.
permanencias e cotados para a economia
Um dos que devem ser preservados na Esplanada é Alexandre Padilha, ministro da Saúde. Nome de confiança do presidente, o médico já ocupou o cargo durante o governo de Dilma Rousseff (PT). A ideia de mantê-lo ficou implícita no discurso de vitória do presidente: vamos continuar, companheiro Padilha, fazendo a revolução do SUS, disse Lula.
O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), é cotado para o Ministério da Fazenda e teria que abrir mão do cargo para assumi-lo. O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) também é mencionado nos bastidores como possível nome para liderar a equipe econômica.

