Lula critica atuação de Kassio Nunes Marques no TSE e defende isenção da corte

Lula critica atuação de Kassio Nunes Marques no TSE e defende isenção da corte

Política

O presidente Lula (PT) subiu o tom em relação à postura do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante o pleito de 2026. Em declarações recentes, o chefe do Executivo questionou a decisão do ministro Kassio Nunes Marques, que preside a corte, de suspender o canal “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) no WhatsApp para impulsionar a comunicação da campanha petista.

Exigência de fundamentação jurídica e imparcialidade

Para o presidente, a medida cautelar imposta por Kassio Nunes Marques no domingo (11) carece de justificativa técnica robusta. Lula afirmou que, para que uma decisão dessa natureza seja mantida, é necessário que o magistrado demonstre objetivamente qual ilegalidade estaria sendo cometida pelo canal de comunicação. “O que não pode é o presidente da Suprema Corte Eleitoral ter lado na política”, declarou o petista.

O presidente reforçou que o papel da Justiça Eleitoral deve ser pautado pela isenção e pela garantia de igualdade de condições entre os candidatos. Segundo ele, o departamento jurídico de sua campanha já está ciente da situação e trabalha para reverter as restrições que, na visão do petista, configuram um tratamento desigual em relação aos demais concorrentes no pleito.

Reviravolta no TSE e estratégia de campanha

A controvérsia ganhou novos contornos após o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, corregedor-geral eleitoral, derrubar a decisão de Kassio Nunes Marques. O magistrado determinou o restabelecimento imediato do canal até que o plenário do TSE possa analisar o mérito da questão. A disputa jurídica reflete a tensão crescente sobre o uso de plataformas digitais e aplicativos de mensagens na estratégia eleitoral.

Lula aproveitou a oportunidade para reafirmar a importância das redes sociais como ferramenta de mobilização. Em tom desafiador, o presidente ironizou a proibição e declarou que pretende expandir sua presença digital: “Eu não vou criar só o Exército do Lula, eu vou criar agora o Exército, a Marinha, a Aeronáutica no WhatsApp. É a forma mais barata da gente fazer campanha”.

Religiosidade e o cenário político de 2026

As declarações de Lula ocorreram logo após a celebração de uma missa na capela do Palácio da Alvorada, em 12 de outubro, data dedicada a Nossa Senhora Aparecida. O evento contou com a presença da primeira-dama Janja e aliados políticos, como o governador Rafael Fontelles (PT) e o senador Camilo Santana (PT-CE). O feriado religioso tornou-se um campo de batalha simbólico nesta eleição.

O eleitorado católico tem sido alvo de intensas disputas narrativas. Recentemente, boatos sobre uma suposta intenção de Flávio Bolsonaro (PL) em retirar o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida circularam amplamente. Lula aproveitou o contexto para reforçar seu compromisso com a liberdade religiosa e a manutenção das tradições, declarando que, sob sua gestão, a santa permanecerá como padroeira nacional, em um movimento claro para consolidar o apoio de fiéis.

O ConexRS segue acompanhando de perto os desdobramentos das eleições de 2026 e os impactos das decisões do Judiciário no cenário político nacional. Mantenha-se informado com nossa cobertura completa, que traz análises, fatos e o contexto necessário para você compreender os rumos do país com credibilidade e transparência.

Fonte: redir.folha.com.br