O presidente Lula (PT) utilizou um ato de campanha em Natal, no Rio Grande do Norte, neste sábado (10), para reforçar sua estratégia eleitoral na reta final do segundo turno. Em um discurso focado na economia, o mandatário exaltou a decisão do governo de zerar impostos federais sobre a gasolina e renovar subsídios ao etanol, medidas implementadas a apenas 16 dias da votação decisiva. O evento buscou impulsionar a candidatura de Cadu de Lula (PT) ao governo estadual, que disputa o pleito contra Allyson (União Brasil).
Impacto dos subsídios e contexto global
Durante sua fala, o presidente estabeleceu um contraste entre a política econômica adotada por sua gestão e o cenário internacional, marcado por instabilidades geopolíticas. Segundo Lula, a decisão de utilizar recursos das exportações de petróleo da Petrobras para subsidiar combustíveis atua como um escudo para o consumidor brasileiro diante da inflação global.
“Ao contrário do mundo inteiro, no Brasil hoje a gasolina diminuiu, porque a gente está utilizando o dinheiro do petróleo que a Petrobras exporta”, afirmou o presidente. Ele justificou a medida como uma forma de evitar que o custo de conflitos externos, como a guerra no Irã, impacte diretamente o preço de itens básicos, como o pão e o leite, na mesa das famílias brasileiras.
Críticas ao “tesouraço” e foco no orçamento
Além da defesa dos subsídios, o ato serviu como palanque para ataques diretos ao seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL). O presidente questionou a viabilidade e o impacto social das promessas de campanha do oponente, especificamente a proposta de reduzir o orçamento federal em R$ 250 bilhões.
“Quando meu adversário diz que vai cortar R$ 250 bilhões, que vai ter um tesouraço, é preciso que a sociedade comece a se perguntar de onde é que vai ser esse corte. Eles sempre cortam dos pobres”, declarou Lula. O petista reforçou sua retórica histórica ao afirmar que as elites brasileiras raramente seriam o alvo de medidas de austeridade, apontando que os cortes recairiam sobre o sistema financeiro e os setores mais vulneráveis da população.
Mobilização política e o cenário eleitoral
O evento em Natal contou com uma demonstração de força política, reunindo governadores eleitos no primeiro turno que compõem a base aliada do governo. Estiveram presentes Lucas Ribeiro (PP), da Paraíba; Rafael Fonteles (PT), do Piauí; Jerônimo Rodrigues (PT), da Bahia; e Elmano Freitas (PT), do Ceará. A presença desses líderes regionais reforça a tentativa do PT de consolidar votos no Nordeste, região estratégica para a virada que a campanha busca.
O desafio de Lula é histórico: desde a redemocratização, nenhum candidato que terminou o primeiro turno na segunda colocação conseguiu reverter o resultado na etapa final. Com 45% dos votos no primeiro turno, o presidente busca mobilizar o eleitorado indeciso e consolidar sua base para superar a diferença nas urnas. Para acompanhar os desdobramentos desta disputa e análises aprofundadas sobre o cenário político nacional, continue acompanhando o ConexRS, seu portal de informação relevante e atualizada.
Fonte: redir.folha.com.br

