O comparecimento de brasileiros às urnas aumentou na China continental durante o segundo turno da eleição presidencial, realizado no domingo (25), e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) garantiu a vitória com 70,5% dos votos totais. Na primeira rodada do pleito, o petista havia registrado 62% da preferência na região, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) alcançou 25,2% neste segundo momento.
Ao todo, 532 eleitores compareceram aos locais de votação, registrando um acréscimo de 100 votantes em comparação com o primeiro turno, o que representa um crescimento de 23% na participação. Com 1.503 cidadãos aptos a votar distribuídos entre Pequim, Xangai e Cantão, a taxa de abstenção sofreu queda, descendo de 71% para 64,6%.
Desempenho nas cidades e apuração dos boletins
O levantamento detalhado, obtido por meio dos boletins de urna oficiais das três localidades, aponta que Lula acumulou 375 votos, ao passo que o adversário somou 134. O processo também registrou dois votos em branco e 21 nulos, totalizando 4,3% dos sufrágios válidos e inválidos na soma geral da China continental, sem contabilizar a região de Hong Kong.
Em Xangai, que concentra o principal reduto de eleitores brasileiros no território chinês, o candidato do PT obteve 182 votos, equivalendo a 68,9% do total, enquanto o representante do PL ficou com 66 sufrágios (25%). Naquela jurisdição, 264 dos 740 eleitores aptos compareceram para exercer o direito cívico.
Margens expressivas e logística no exterior
A vantagem mais ampla do atual presidente foi registrada em Pequim, onde alcançou 126 votos, ou 84,6%, contra 22 do oponente (14,8%). A capital chinesa também liderou o índice de comparecimento proporcional entre as cidades, atingindo 43,3% com 149 votantes de um total de 344 aptos.
Por outro lado, Cantão configurou o cenário de maior expressão para Flávio Bolsonaro na região, onde obteve 46 votos (38,7%), ao passo que Lula contabilizou 67 preferências (56,3%). Naquela cidade, 119 dos 419 eleitores aptos compareceram, resultando em uma participação de 28,4%.
A votação no exterior é organizada pelas representações diplomáticas, com a embaixada e os consulados abrindo as urnas pontualmente às 8h do horário local. O contingente de brasileiros aptos a votar fora do país já ultrapassa o eleitorado de estados brasileiros como Roraima, Amapá e Acre, evidenciando a relevância da comunidade expatriada no cenário político nacional.

